Não está a ser uma sexta-feira fácil, pois não? Não estou a dizer que estejamos todos a ter um dia propriamente mau, afinal de contas o fim de semana está já aí e isso ajuda, mas no geral o ar está um bocado pesado, não está? Felizmente não é segunda-feira, mas se me acordassem a dizer que era eu acreditava.

A noite de ontem foi marcada pelo desaire de Portugal na Europa do futebol, de proporções históricas. Já hoje, o Leixões foi condenado a dois anos de proibição de participar na I e II ligas, no âmbito do processo 'Jogo Duplo', relacionado com viciação de resultados. Ainda na Justiça e com futebol à mistura, ficámos a saber que o Ministério Público acusou o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, o diretor do Porto Canal, Júlio Magalhães, e um comentador de violação de correspondência e de acesso indevido, por divulgarem conteúdos de emails do Benfica. Depois, há uma certa agitação no ar, um nervoso miudinho à espera que a qualquer momento caia nos smartphones aquela notificação que confirme o primeiro caso do novo coronavírus por cá.

Se a bola é a frustração de uns, o ‘medo’ de uma pandemia do Covid-19, que no Japão já infetou dois portugueses, é um mal de todos — a OMS aumentou entretanto o risco de ameaça do novo coronavírus para "muito elevado". Num ato de exagero começa a corrida aos supermercados e às farmácias, numa altura em que a consciencialização, prevenção e precaução parecem ser o caminho razoável.

Mas há vida para além do vírus, não é? Hoje, António Guterres disse que a desigualdade entre homens e mulheres "não só é inaceitável, é estúpida”, algo que já não devia ser necessário ser dito pelo presidente da ONU, mas que ainda precisa de ser incutido nas pessoas para quem a igualdade pare de ser um bicho de sete cabeças.

Na ajuda à construção de uma nova consciência temos a nova versão politiza de Taylor Swift, que este verão vai atuar em Portugal no NOS Alive. Com um novo videoclipe, a cantora pop faz uma crítica à masculinidade tóxica.

Mais coisas? Ouça esta: em quatro dias foram apostados 2 milhões de euros no Placard num estabelecimento em Odivelas, mas a Santa Casa da Misericórdia nunca chegou a receber o valor dessas apostas. O paradeiro do novo proprietário do local onde foram registadas as apostas é desconhecido. E, havendo prémio atribuído, este já terá sido levantado. O caso foi denunciado às autoridades.

Já sofremos, já pensámos, já descontraímos. Vamos fechar isto com coisas bonitas para fazer este fim de semana?

Amanhã, Manel Cruz apresenta “Vida Nova”, o seu álbum de estreia a solo no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa. Tem tudo para ser um ótimo concerto.

A exposição “O Passeio do Senhor Godot”, pelo ilustre Pedro Zamith, que já expôs no Museu Berardo e publicou em páginas não menos importantes como as do jornal Público, está patente no Espaço Exibicionista com uma galeria de bizarras personagens inspiradas em algumas das mais intemporais peças de teatro.

Vou "reciclar" e deixar como sugestão a exposição “Os Desenhos de Silva Porto”, que fui ver na tarde do passado sábado. Está exposta na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) e apresenta a maior exposição de desenhos do pintor naturalista/impressionista Silva Porto (1850-1893), sendo a primeira vez na história que o conjunto de 500 desenhos à guarda da SNBA é apresentado ao público.

E porque não um brunch diferente? O Science Brunch é servido com a ajuda do Laboratório de Nutrição da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa na cafetaria do Pavilhão do Conhecimento.

Meet Vincent Van Gogh”, uma exposição para conhecer o universo do pintor holandês. É uma produção do Vincent van Gogh Museum, em Amesterdão, em parceria com a UAU, que depois de Pequim, Barcelona e Seul chega a Lisboa para ocupar o recinto do Terreiro das Missas, em Belém.

Mais uma exposição para terminar, há uma bela mostra de trabalhos do pintor espanhol Pablo Picasso em Oeiras, mais concretamente no Palácio Anjos, em Algés.

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