No entanto, a nova enviada norte-americana suavizou as críticas dizendo que era “uma pena” que tivesse de condenar a Rússia na sua primeira aparição no Conselho de Segurança da ONU.

“Queremos realmente melhorar as nossas relações com a Rússia”, disse Haley.

Moscovo aplaudiu as promessas de Trump de reconstruir as relações EUA-Rússia, que chegaram ao seu ponto mais crítico desde a Guerra Fria. O embaixador russo para a ONU Vitaly Churkin reagiu calmamente às críticas de Haley, dizendo que “detetou uma mudança de tom significativa”.

“Foi amigável o suficiente, dadas as circunstâncias e o assunto que estávamos a discutir”, disse na reunião do conselho, convocada pela Ucrânia após uma escalada da violência.

Churkin disse que a administração Trump está agora a começar e que os dois países enfrentam vários problemas.

“A nossa posição é muito óbvia (…) Se há uma oportunidade para trabalharmos melhor com os Estados Unidos de modo a lidar com os vários problemas internacionais, que são extremamente complicados e graves, então devemos aproveitar esta oportunidade”, afirmou.

Um desses temas complexos é a Ucrânia. Protestos anti-governo no país culminaram na fuga do país do Presidente Viktor Yanukovych em fevereiro de 2014 para a Rússia. No ano passado, a Rússia anexou a península da Crimeia, pertencente à Ucrânia, com separatistas a lançar protestos que escalaram para uma guerra que já matou mais de 9.600 pessoas.

O acordo de Minsk, em fevereiro de 2015, com o objetivo de pôr fim ao conflito, conseguiu reduzir os combates mas os confrontos continuaram, tendo-se verificado uma escalada da violência nos últimos dias.

Churkin culpou as forças de segurança ucranianas de reacenderem os confrontos e o embaixador ucraniano para a ONU, Volodymyr Yelchenko, apontou o dedo ao exército russo e aos separatistas.

Haley deixou claro que a administração Trump apoia a Ucrânia, apesar da sua postura de abertura em relação à Rússia.

“Os Estados Unidos estão com o povo da Ucrânia, que sofreu durante quase três anos com a ocupação russa e intervenções militares. Até a Rússia e os separatistas que apoia respeitarem a soberania e integridade territorial da Ucrânia esta crise vai continuar”, disse.

“Os Estados Unidos continuam a condenar e a apelar para um fim imediato” da ocupação russa, disse a embaixadora, frisando que a “Crimeia é parte da Ucrânia” e que as sanções “vão manter-se até a Rússia ceder o controlo sobre a península à Ucrânia”.

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