“Para o setor do turismo, já aprovamos cerca de 215 milhões de euros de apoios a fundo perdido, dos quais cerca de 177 milhões já pagos”, no âmbito do programa Apoiar.pt, avançou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, que participava no ‘webinar’ “O Estado do Turismo”, promovido pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

De acordo com o governante, no total dos apoios disponibilizados, entre apoios ao emprego e ao ‘lay-off’ no setor do turismo, o valor supera os 2.200 milhões de euros.

Siza Vieira reconheceu, no entanto, que o impacto da terceira vaga da pandemia será negativo e, por isso, será necessário “manter e reforçar os apoios ao emprego e à economia”.

No caso concreto do turismo, a situação epidemiológica atual em Portugal tem também impactos do ponto de vista da visibilidade internacional e, portanto, será preciso pensar como se vai “investir na promoção e na recuperação” da imagem do país.

“Julgamos que vamos continuar agora a usar as verbas do próximo quadro plurianual, do PT2030, se quiserem, para continuar a apoiar a qualificação da oferta [turística], a estruturação do produto e a sua diversificação nos próximos tempos”, apontou, ainda o ministro da Economia.

Acreditando que a procura turística irá retomar assim que a situação epidemiológica estiver controlada, Siza Vieira salientou que isso irá obrigar à extensão e ao reforço dos apoios às empresas, sendo importante “continuar a trabalhar também na gestão da sua dívida e das moratórias” e “continuar a dirigir apoios ao investimento empresarial e à promoção externa”, para que as empresas possam posicionar-se face às mudanças estruturais que podem advir no setor do turismo.

Na sua intervenção de abertura do ‘webinar’, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, reiterou o apelo ao Governo para que tenha em consideração 10 medidas que a confederação entende necessárias para o setor, como a continuação das medidas de apoio ao emprego até, pelo menos, ao final do ano, alargando-as a todas as empresas com perda de faturação, o reforço financeiro do programa Apoiar.pt e a extensão dos prazos das moratórias fiscais e finaneiras.

A CTP defendeu, ainda, que não deve haver discriminação entre as grandes e as pequenas empresas nos acessos aos apoios, a ampliação das medidas às empresas exportadoras, a criação de um quadro legal e de medidas preventivas para que os empresários “saibam com o que contar” e medidas de capitalização.

Por fim, a CTP salientou a necessidade de se criar um balcão único onde as empresas – fundamentalmente as micro e pequenas empresas, com menos recursos – se possam dirigir e ter todas as informações necessárias para aceder às medidas de apoio no âmbito da covid-19.

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