“É outra mentira e falsidade da Rússia que mostra que não desistiu dos seus planos de minar o prestígio da Ucrânia e a situação em geral”, declarou o ministro da Defesa, Stepan Poltorak, numa conferência de imprensa com o seu homólogo britânico, Gavin Williamson.

O ministro britânico indicou que foi realizada uma investigação independente ao desastre, no qual morreram os 298 ocupantes do avião, que mostrou quem é o responsável pela queda, considerando a informação apresentada hoje pela Rússia como “outro exemplo de desinformação”.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, o general Igor Konashenkov, disse hoje que a Rússia tem provas de que a Ucrânia foi a responsável pela queda do avião numa região controlada pelos separatistas pró-russos.

“Temos gravações das conversas telefónicas de militares ucranianos feitas em 2016 e a sua análise corrobora as conclusões sobre a implicação direta da parte ucraniana na queda do Boeing malaio”, declarou à imprensa, adiantando que Kiev é igualmente responsável pela “manipulação da investigação internacional”.

A Equipa Conjunta de Investigação formada após o desastre indicou que o sistema de mísseis antiaéreos que derrubou o avião malaio pertencia a uma unidade militar russa, que o deslocou de Kursk (Rússia) para Donetsk (Ucrânia) um mês antes do ataque.

A 17 de julho de 2014, 298 passageiros e tripulantes de um voo da Malaysia Airlines, que fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur, morreram depois do avião em que viajavam ter sido atingido por um míssil terra-ar disparado da zona leste da Ucrânia controlada por separatistas pró-russos.

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