O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, subiu ao púlpito do XX Congresso do Partido Comunista para acentuar o “combate ideológico” que tem sido feito na educação desde que a atual solução política chegou ao país.

Acusando a direita de querer transformar a “escola pública numa escola dos pobrezinhos (...) financiada por fundos comunitários e privados que formam mão de obra barata”, o dirigente sindical disse que a escola continua a não ser um sistema democrático, com o poder a estar concentrado na figura do diretor.

O Partido Socialista também foi visado, “a escola pública não se defende só com boas intenções”, com Nogueira a pedir que o Governo passe mais à ação.

No entanto, são ressalvadas pequenas conquistas do último ano, como “a gratuitidade dos manuais escolares”, o “corte dos financiamentos públicos dos colégios privados” ou o “ fim dos exames no 4º e 6º anos”. Conquistas essas que foram feitas sempre com a bandeira do PCP atrás, sublinha Mário Nogueira. Para que isso se perceba, diz, “basta comparar o que PS fez quando tinha maioria absoluta e o que está a fazer agora”.

As acusações da direita também não foram esquecidas. O secretário-geral da Fenprof rejeitou a condenação de “silêncio” de que os sindicatos têm sido alvo pelo PSD e CDS, afirmando que a direita “quer apanhar boleia” da luta sindical, mas “vai ter de ir a pé”.

Aos comunistas ficou um pedido, de que não se fique por aqui: “sejamos mais exigentes no futuro por mudanças profundas na educação”.

O XX Congresso do PCP decorre em Almada durante os dias 1,2 e 3 de dezembro.

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