“A Rússia propõe prolongar (o tratado) por um ano e está pronta para conjuntamente com os Estados Unidos (…) ‘congelar’ durante este período o número de ogivas nucleares que cada país possui”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado.

Este congelamento não deve ser acompanhado “de qualquer outra exigência por parte dos Estados Unidos” e permitiria “ganhar tempo” para continuarem as negociações bilaterais sobre o futuro do controlo do armamento nuclear, adianta a diplomacia russa.

O prolongamento por um ano do New START (Tratado Estratégico para a Redução de Armas) com “congelamento” dos arsenais nucleares foi uma das propostas feitas por Washington e que Moscovo considerou inicialmente “inaceitável”.

Na sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, propôs o prolongamento do acordo atual durante pelo menos um ano, mas “sem condições”, oferta que foi rejeitada pelos Estados Unidos.

Esta reviravolta de Moscovo poderá mudar a situação das negociações sobre a renovação do importante tratado de desarmamento nuclear que se encontram num impasse há meses.

O tratado New START, que foi concluído em 2010 e expira no início de 2021, limita a 700 o número de sistemas balísticos posicionados e a 1.550 o número de ogivas nucleares, mantendo os arsenais dos dois países bem abaixo do seu nível durante a Guerra Fria.

O desaparecimento deste último grande acordo bilateral relativo a uma parte dos arsenais dos dois adversários geopolíticos, faz temer um ressurgimento da corrida ao armamento.

A Rússia e os Estados Unidos têm 90% das armas nucleares que existem no mundo, mas Washington quer que a China também participe nas negociações de um novo tratado, o que é rejeitado por Pequim.

Para Moscovo, também deveriam ser incluídos a França e o Reino Unido, as outras duas potências nucleares declaradas e, tal como as restantes, membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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