“Que esforços e soluções vão ser encontradas para que os refugiados não fiquem sem alojamento e para se estabilizem as circunstâncias do acolhimento?”, interrogou o partido.

O grupo parlamentar do PCP também questionou Ana Catarina Mendes sobre a “dimensão deste problema e quantos refugiados existem efetivamente em situações de acolhimentos em casas particulares”.

“Considera que está a ser feita uma monitorização suficiente da situação?”, acrescentaram os comunistas.

O partido sustentou que os refugiados ucranianos que chegaram a Portugal depois do início da guerra sabiam que estavam em situações de alojamento temporárias, “mas não existindo uma alternativa, a porta da rua não deve ser a solução”.

Várias famílias ucranianas que fugiram da guerra para o Algarve estão na iminência de ficar sem alojamento devido ao início da época turística e muitas têm de abandonar as casas já no dia 01 de junho.

A agência Lusa ouviu os testemunhos de vários refugiados ucranianos, como, por exemplo, o de Ira Grabenko, de 38 anos, que chegou em meados de março a Quarteiro, em Loulé, no distrito de Faro, e acabou por conseguir ficar com os filhos, de 19 e oito anos, num apartamento que lhes foi cedido gratuitamente.

Na mesma situação está Katerina, com três filhos, de cinco, 14 e 17 anos, que estava a pagar 650 euros mensais por um apartamento também em Quarteira, uma das zonas mais procuradas para férias no Algarve central.

Segundo contou à Lusa o irmão Vadim, a residir há vários anos no Algarve e que fala fluentemente português, a irmã foi pedindo para a estadia se prolongar ao máximo, mas agora o senhorio quer a casa de volta para alugar a turistas.

“Ela está à procura de casa, mas até ao momento ainda não conseguiu. Não sei se é só aqui que é tão complicado”, referiu, notando que os sobrinhos já estão na escola e que o desejo da irmã é continuar no Algarve, onde estão também os pais.

Para já, Katerina aguarda uma resposta por parte de um britânico “que é capaz de arranjar uma casa”, pois há “muita gente a tentar ajudar”, nomeadamente, voluntários estrangeiros, que têm “mais possibilidades [financeiras]” do que os portugueses.

Estas e outras famílias na mesma situação estão na iminência de ser despejadas no início de junho, já que com o arranque da época turístico os proprietários dos imóveis querem arrendá-los a turistas face à procura elevada registada todos os anos.

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