“Existem dez por todo o país. No próximo ano queremos alargar esse universo”, estando já contratualizadas a abertura de mais duas unidades, disse à agência Lusa Tiago Brandão Rodrigues, no final da assinatura do protocolo entre o Clube VII, a Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho e o Externato do Parque, que vai permitir aos alunos destes estabelecimentos de ensino praticarem a modalidade de padel.

O ministro da Educação adiantou que a abertura de mais unidades vai permitir que “os atletas de alta competição tenham um apoio tutorial nas escolas e tenham uma atenção por parte dos agrupamentos de escolas no seguimento dos seus estudos”.

Criadas em 2016, estas unidades visam uma articulação entre os agrupamentos de escola, os encarregados de educação, as federações desportivas e os municípios, com o objetivo de conciliar, com sucesso, a atividade escolar com a prática desportiva de alunos do ensino secundário enquadrados no regime de alto rendimento ou seleções nacionais.

Tiago Brandão Rodrigues adiantou que os “resultados são muito positivos”, sublinhando que 85% dos atletas estudantes têm sucesso escolar.

“É um número muito significativo que demonstra bem a importância de apostarmos nas carreiras duais, onde o desporto e as escolas podem estar compaginados e podendo dar resposta” à alta competição e a um “percurso escolar com sucesso e equidade” dos alunos, sustentou.

O objetivo é sensibilizar cada vez mais “as federações desportivas e os clubes para que os estudantes se possam localizar nestas escolas e possam aumentar a sua capacidade escolar nunca deixando de parte a atividade desportiva”.

Relativamente ao protocolo hoje assinado, o ministro disse que “é um passo importante para o padel nacional, mas é também um passo importante para o maior clube nacional que é o desporto escolar”.

“O desporto escolar tem vindo a alargar-se em termos de modalidades”, somando já 37.

“Temos um conjunto de 6.000 praticantes de deporto adaptado, num conjunto de mais uma dezena de modalidades de desportos adaptados e, neste momento, juntamos o padel que já existe nalguns dos agrupamentos de escola”, disse.

Apontou ainda que, no final de 2015, existiam 25 centros de formação desportiva relacionados com os desportos náuticos e hoje já são mais de 50.

O protocolo, resultado da parceria entre a Federação Portuguesa de Padel e a Direção-Geral da Educação, vai permitir que as crianças e jovens das duas escolas possam ir ao clube e “gratuitamente utilizarem as instalações juntamente com os professores de educação física”.

Neste momento, mais de 30 clubes a nível nacional já se prontificaram a assinar protocolos com “as escolas que estão em torno desses clubes e este é um momento fundador muito importante”, salientou o ministro.

“A partir do momento que os clubes se disponibilizam a abrir as suas portas e trabalhar em conjunto com os agrupamentos de escolas temos uma parceria perfeita para poder alavancar o número de praticantes” de padel, rematou.

Durante a cerimónia, o ministro pode observar cerca de uma centena de alunos a praticar a modalidade e recebeu uma raquete de padel, que estreou logo num jogo com as crianças.

Os alunos receberam o seu primeiro kit de padel escolar, um desporto de raquete, jogado a pares e utilizando raquetes e bolas próprias.

Depois de um inicio discreto em Portugal, o padel cresceu significativamente nos últimos dois anos, existindo cerca de 3.000 jogadores e perto de 60 campos espalhados por todo o país.

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