“Eu espero que o PS acorde, eu espero que o PS perceba que este condicionamento a que está sujeito pela aliança que criou está na prática a criar um dano não só ao PS, mas um dano a Portugal”, disse.

“Hoje, as instituições europeias, os outros governos, aqueles que nos observam de fora, dizem que na área do ambiente e na área energia somos um deserto. Quer isso dizer que as reformas estruturais que fizemos e que deram resultado, em apenas um ano, não foram quatro anos, conseguiram criar um dano reputacional que urge reparar”, acrescentou.

Jorge Moreira da Silva, que falava na sessão de abertura da Universidade de Verão do PSD que decorre em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre, acrescentou ainda que Portugal foi um exemplo em diversas áreas e que, nesta altura encontra-se numa posição “problemática”.

“É inaceitável que tendo Portugal conseguido cortar quatro mil milhões de euros nas rendas excessivas, conseguindo passar de 45% para 62% de eletricidade renovável em quatro anos, tendo conseguido multiplicar por cinquenta o número de veículos elétricos nas cidades, de repente, com reversões, hesitações e recuos, apenas por revanchismo, tenha-se passado de uma posição de liderança para uma posição problemática”, disse.

Durante a sua intervenção, o vice-presidente do PSD explicou ainda aos “alunos” da Universidade de Verão que “nunca foi tão fácil” perceber as principais diferenças dos projetos políticos, no que diz respeito ao referencial “tempo”.

“O governo das esquerdas tem como único objetivo resgatar o passado, tem medo do futuro e quer basicamente resgatar o passado. Resgatar o passado na Europa, resgatar o passado no Estado, resgatar o passado em Portugal e, por isso, os verbos que conjuga são os verbos recuar, reverter, revogar”, criticou.

Jorge Moreira da Silva assegurou que PSD quer “reabilitar” e “construir” o direito ao futuro assim que chegue ao Governo, com “reformismo” na sua ação.

“Temos uma ambição clara, queremos colocar Portugal como uma das principais referências mundiais do desenvolvimento económico, social e ambiental. E acreditamos que é possível”, disse.

“Se há fator que distingue o PSD dos outros partidos, em especial dos partidos que hoje governam, é precisamente a circunstância de assumirmos o reformismo como principal método de intervenção política”, acrescentou.

Ao longo da semana, pela sala de aula de um hotel da vila alentejana de Castelo de Vide passarão professores como a ex-ministra das Finanças e atual vice-presidente do partido Maria Luís Albuquerque, o ex-ministro Miguel Poiares Maduro, a maestrina Joana Carneiro, o comissário europeu Carlos Moedas, o eurodeputado Paulo Rangel, entre outros.

Na quinta-feira, o jantar-conferência terá dois convidados: a ex-deputada e especialista em Direitos Humanos e Relações Internacionais Mónica Ferro e Nour Machlah, refugiado sírio da cidade de Alepo, que chegou a Portugal em 2014, para finalizar os estudos em Arquitetura na Universidade de Évora.

No sábado, o último jantar-conferência será com o presidente da Nova Democracia e líder da oposição grega, Kyriakos Mitsotakis, que lidera neste momento as sondagens.

Tal como acontece todos os anos, o encerramento da Universidade de Verão do PSD realiza-se ao final da manhã de domingo, pelas 12:00, com uma intervenção do líder social-democrata, Pedro Passos Coelho.

À mesma hora, a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, estará em Peniche a encerrar a "Escola de Quadros" do seu partido.

Ao todo, a Universidade de Verão do PSD tem 100 ‘alunos' com idades entre os 18 e os 30 anos.

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