O CDUL, vice-campeão nacional, e o Grupo Desportivo de Direito, campeão em título, defrontam-se esta tarde, às 14h00, no Estádio Universitário, em Lisboa, em jogo a contar para a 9ª jornada do campeonato nacional de Honra de râguebi.

Na tabela classificativa, a hierarquia posicional mantém-se, com os “advogados” a liderarem com um total de 37 pontos, contra 32, dos “universitários”, que já sofreram uma derrota esta época. Ao invés, o XV do Monsanto continua invicto.  

O último jogo do ano é o primeiro confronto esta época entre os dois clubes. E será também o primeiro jogo para os treinadores Lourenço Silva (CDUL) e Francisco Aguiar (GDD), numa partida que terá um minuto de silêncio em homenagem a Salvador Duarte Silva, treinador das escolas de formação do GDD (sub-16) e antigo jogador do clube, falecido no passado dia 12.

As duas equipas são as que mais títulos somam na modalidade. O CDUL conta no seu palmarés com 19 campeonatos, o último dos quais em 2013/2014. É o clube que mais vezes se sagrou campeão nacional, apesar de ter estado 22 anos de jejum, quebrado em 2011/2012.

Por seu lado, o Direito, bicampeão, tem 11 títulos nacionais e vem de uma época em que ganhou no escalão sénior, campeonato, Taça de Portugal, Supertaça, Taça Ibérica, um feito que o CDUL tinha almejado em 2013/14.

Direito e CDUL são, por força da estatística, do palmarés de cada um, e da qualidade atual dos plantéis, com diversos internacionais, os "suspeitos do costume" para erguerem o troféu no final da época. Uma luta onde pode entrar Cascais, Técnico ou Agronomia.

Clubes fundados no mesmo ano. Milénio trouxe mais rivalidade dos 8 aos 80

1952 marca o ano da fundação do Centro Desportivo Universitário de Lisboa, sob liderança de Vasco Pinto de Magalhães. O Grupo Desportivo de Direito nasceu nas salas e corredores da Faculdade de Direito de Lisboa, fundado por Américo Caetano Nunes e António Mário Carqueijeiro.

Até 1990, o CDUL tinha a hegemonia do râguebi português. O Direito conquistou o primeiro campeonato somente 9 anos depois.

Vivendo uma rivalidade, latente, que atravessava gerações, a mesma acentuou-se com o novo milénio, altura a partir da qual os “advogados” começam a ganhar estatuto hegemónico da modalidade. Nos últimos 11 anos, desde 2005/2006, venceram por 7 vezes o campeonato nacional. Nesse mesmo período, os universitários somente festejaram por duas vezes.

A disputa a dois no campeonato levou a que a sã rivalidade se tivesse espalhado dos seniores a todo os escalões. Dos mais velhos aos atletas de oito anos. E que desde o ano passado conta com uma aliciante extracompetição: Direito e CDUL criaram um escalão Família, onde pais e mães dos atletas podem entrar, quer tenham pisado na sua juventude os campos de râguebi, quer se estreiem a calçar as chuteiras.   

“A rivalidade entre o GDD e CDUL é normal entre dois adversários. É simplesmente uma rivalidade saudável que existe em qualquer desporto”, refere Lourenço Fernandes Thomaz, presidente do CDUL.

Sobre os títulos que as duas equipas têm conquistado diz que os “clubes andaram desencontrados” na luta pelos troféus, recordando que nos “últimos 5 anos em que o Direito venceu por 3 vezes e o CDUL, 2”. Isso levou a que “talvez, por isso, neste momento, possa existir uma maior rivalidade dentro de campo e falar-se mais”, acrescenta o responsável dos “universitários”. Alerta, no entanto, que “estas fases são cíclicas, hoje é o CDUL e o GDD, e amanhã serão outros”, e reconhece que, “independentemente destes ciclos e destas fases, o GDD é para o CDUL um rival de enorme respeito”.

Adiantando desde logo que o Grupo Desportivo de Direito “não se move por rivalidades clubísticas”, Luís Filipe Lança de Morais, presidente do Direito, reconhece que “quando estas duas equipas (GDD e CDUL) se cruzam no campeonato nacional ou noutra competição, o jogo ganha estatuto de dérbi, não só pela sã rivalidade dos clubes, mas essencialmente pela expectativa de uma maior competitividade e de um nível superior técnico de râguebi praticado”.

Para Lança de Morais, os dois clubes “merecem o respeito dos seus adversários, pelo seu enorme contributo e pelo trabalho exemplar que têm feito em prol do desenvolvimento da modalidade”. E o sucesso do Grupo Desportivo de Direito “é fundamentado no espírito de equipa, união, amizade, humildade, muito trabalho e superação”, finaliza.

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