No âmbito das votações na especialidade das propostas de alteração do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), que decorrem na comissão de Orçamento e Finanças, a proposta do PS foi aprovada por unanimidade, determinando que a verba do programa Porta 65 “é reforçada em 1.000.000 de euros face ao valor inicialmente previsto”.

A proposta do Governo do OE2021 tem inscrita uma verba de 22,5 milhões de euros, informou à Lusa o Ministério das Infraestruturas e da Habitação.

Com o reforço aprovado de um milhão de euros, o orçamento disponível para o programa Porta 65 Jovem aumenta para 23,5 milhões de euros, verba superior aos 21,5 milhões de euros disponíveis este ano.

Além da iniciativa do PS, os deputados aprovaram uma proposta do PSD que introduz alterações ao programa Porta 65 Jovem, inclusive o conceito de renda máxima admitida (RMA) passa a renda máxima de referência (RMR), considerando “o valor máximo da renda sobre o qual incide o cálculo do apoio, estabelecida para cada zona do país”.

Entre as alterações propostas pelos sociais-democratas estão ainda os requisitos de acesso ao programa, em que passa a ser considerado “o rendimento mensal do jovem ou do agregado jovem não ser superior a quatro vezes o valor da renda máxima de referência”, os valores da RMR por cada zona do país são estabelecidos por portaria e é revogada a norma que diz que um dos requisitos de candidatura é “apresentar uma renda até ao limite do valor da renda máxima admitida (RMA) na zona onde se localiza a habitação”.

No modelo de apoio financeiro do Porta 65 Jovem, a proposta aprovada do PSD determina que “a subvenção mensal corresponde a uma percentagem do valor da renda mensal ou do valor da RMR, utilizando-se para efeitos de cálculo o mais baixo entre os dois”.

Na exposição de motivos para a apresentação da proposta, o PSD explica que “os valores fixados como renda máxima admitida (RMA) para a candidatura deixam muitos jovens - elegíveis ao abrigo de todos os outros critérios - sem possibilidade de tentar aceder a este apoio”, defendendo que “o apoio Porta 65 deve incidir sobre o valor de renda compreendido dentro da RMR, mas não excluir os arrendamentos que ultrapassem este valor”.

Na nota justificativa da proposta de alteração, o PS refere que a crise provocada pela pandemia da covid-19 veio alterar os rendimentos dos portugueses, frequentemente em sentido descendente, em particular dos jovens, adiantando que “este fenómeno pode melhorar a pontuação das candidaturas, mas pode também tornar candidaturas inelegíveis devido à ultrapassagem da taxa de esforço máxima”.

Lançado em 2007, o programa de apoio ao arrendamento jovem Porta 65 consiste na atribuição de uma percentagem do valor da renda como subvenção mensal, consoante a dotação orçamental disponível, hierarquizando candidaturas através de vários critérios, entre os quais o rendimento, tendo como beneficiários jovens entre os 18 e os 35 anos.

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