Que saudades de ouvir o relato de um "pé furado"

Tomás Albino Gomes
Tomás Albino Gomes

“Tinha o pé furado o alemão!”, exclama o jornalista Paulo Sérgio que relata o Famalicão - Sl Benfica, antes de se perder nos segundos seguintes a apresentar o seu colega Carlos Rui Abreu que às 21h15 vai estar em Guimarães a relatar o Vitória Sport Clube Vs. Belenenses.

Assim que termina o anúncio do jogo dos vimaranenses, é interrompido por Luca Waldschmidt. Parecia quase combinado, desta feita o internacional alemão não tem meias medidas, como se tivesse ouvido em direto na Antena 1 o comentário ao lance falhado, pica a bola por cima de Zlobin, antigo guarda-redes dos encarnados, e faz o golo, "o goooooooooooooooolo".

Que saudades. Que saudades de sentir o fim de semana a chegar com um relato como pano de fundo. Se há coisa que tenho de confessar é que, com tudo aquilo de mau que a pandemia trouxe, tenho de lhe agradecer o recuperar a minha relação com a telefonia. Sem poder estar no estádio, indisponível para subscrever todos os serviços de transmissão desportiva que me permite assistir aos campeonatos que mais gosto de acompanhar, entreguei-me, novamente, aos relatos para 'ver' os jogos.

Não sei porquê, acho que este vai ser um grande campeonato. Talvez seja a saudade a falar mais alto, talvez segunda-feira já esteja descrente... não há propriamente grande razão para achar que esta vai ser uma grande liga: estádios vazios, plantéis desfalcados devido aos casos positivos de Covid-19 no plantel - ficámos hoje a conhecer a data do Sporting CP - Gil Vicente adiado por essa mesma razão… mas há uma narrativa para desconstruir. Da capacidade de motivação de cada atleta perante as cadeiras vazias aos projetos de cada equipa para a atual temporada.

No SAPO24, escolhemos alguns daqueles que serão os filmes a acompanhar nos próximos nove meses. Começa no SL Benfica e no investimento nunca antes visto no campeonato nacional, passa por um Boavista que se fez reforçar com um treinador jovem e promissor, acompanhado por um defesa central francês, campeão do mundo, e do regresso de um médio defensivo espanhol que já foi muito feliz com a camisola dos encarnados. Falamos de Gaitán, Quaresma, Rúben Amorim, Sérgio Conceição, Ryan Gauld… enfim, tanta boa história para acompanharmos.

O Paulo André Cecílio também escreveu, fê-lo sobre a história do regresso de Jorge Jesus e sobre o caminho daqueles que ousaram voltar onde já foram felizes. Vale a pena ler.

Já a Magda Cruz patrocinou este regresso do campeonato com um artigo sobre como as equipas portuguesas interpretam o jogo para lá dos 90 minutos dentro de campo e começam a investir cada vez mais na sua comunicação e marketing, nomeadamente, neste período, no que toca ao anúncio de novos reforços.

Dizem na rádio que a noite começa a cair em Famalicão e já não chove. É estranho que não esteja lá ninguém para testemunhar isto. Nenhum adepto a voltar de alguma zona abrigada do estádio para o lugar designado no seu bilhete, alguém a despir o casaco ou a fechar o chapéu para se meter mais à vontade e mandar três gritos lá para dentro.

Por esta altura o Benfica ganha por dois golos e o comentador pergunta como é que é possível os encarnados terem perdido em Salónica. Grimaldo fez o terceiro. Aos 90 minutos estava 1 - 5 e a liga começava com uma barrigada de golos, provavelmente bom indicador do fim de semana de futebol que aí vem.

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