A câmara de Castro Verde lançou uma campanha para sensibilizar a população e adotou medidas para poupar água, devido à seca severa no Baixo Alentejo e ao baixo volume armazenado na barragem que abastece a vila.
A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) reclamou hoje medidas "extraordinárias e excecionais" do Governo para ajudar os agricultores a "mitigar os prejuízos causados" pela seca na região.
O ministro do Ambiente afirmou hoje que o país tem armazenada "80 por cento" da água que precisa para o verão, que deverá "passar-se normalmente" com "fenómenos pontuais de ausência de capacidade das redes municipais".
As alterações climáticas, com a consequente escassez de chuva, estão a ter “graves” efeitos em Portugal, podendo deixar o país em condições comparáveis ao Norte de África, concluiu hoje um investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Maio foi o sétimo mês mais quente desde 1931 e o quarto desde 2000, com temperaturas mais de 2º C acima da média e uma onda de calor, adiantou o IPMA, referindo que a baixa precipitação agravou a seca.
O Ministério da Agricultura vai antecipar em três meses, para outubro, pagamentos da PAC - Política Agrícola Comum aos agricultores afetados pela seca e abrir concurso de três milhões de euros para captação, armazenamento e transporte de água.
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), numa audição hoje no parlamento, acusou o Governo de não tomar medidas de urgência imediata contra a seca e alertou para a necessidade de um aumento da capacidade de armazenamento de água.
O mês de abril foi dos mais chuvosos do século, tendo atenuando a situação de seca em Portugal, reduzindo de 35 % para 3,7 a percentagem de seca severa existente em março, disse hoje o ministro do Ambiente.
O ministro do Ambiente assegurou hoje que este ano não vai faltar água para consumo humano, apesar de a seca que se verifica até agora em Portugal continental poder prejudicar culturas, como a do arroz na Bacia do Sado.
Os produtores de gado ovino do Planalto Mirandês reclamam água do rio Douro para combater a seca que assola a região, que está a deixar as explorações pecuárias sem alternativa viável para manter os efetivos.
Sem água nas albufeiras de Campilhas e Alto Sado, no litoral alentejano, os agricultores temem pela próxima campanha de rega e falam num "ano de calamidade" para culturas como o arroz e o tomate.
O primeiro-ministro, António Costa, garantiu hoje que estão a ser tomadas medidas para fazer frente à situação de seca que se vive em alguns pontos do país, “próprias dos planos de contingência”, mas escusou-se a especificar quais.
O Governo vai iniciar o levantamento das necessidades de investimento dos agricultores em equipamentos de captação, transporte e armazenamento de água, “tendo em conta as condições climatéricas verificadas em Portugal Continental”, foi hoje anunciado.
Catorze das 60 albufeiras monitorizadas em Portugal continental tinham no final de março deste ano disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total, enquanto dez possuíam valores inferiores a 40%, anunciou hoje a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O vereador da Câmara de Vila Real Carlos Silva afirmou hoje que as albufeiras deste território estão a níveis normais para a época, no entanto apelou à necessidade de um uso sempre racional da água.
Portugal continental continuava em março em seca meteorológica, tendo-se registado um aumento nas classes severa e extrema em consequência dos baixos valores de precipitação, disse à Lusa uma climatologista do IPMA.
O presidente da confederação dos agricultores disse hoje que, devido à seca, a alimentação animal começa a ser um problema que tende a agravar-se, refletindo-se no rendimento dos produtores, e apelou ao Governo que avance com medidas.
Os criadores de gado ovino e bovino do Planalto Mirandês, no distrito de Bragança, mostram-se apreensivos em relação ao futuro das suas explorações pecuárias, devido aos efeitos negativos da seca que se fazem sentir neste território transmontano.
Mais de metade do território do continente está em seca moderada e 5% em seca severa, anunciou hoje o ministro da Agricultura, frisando que a situação é preocupante, mas está ainda longe do que se passou em 2017.
O ministro da Agricultura manifestou-se hoje preocupado com o “espetro de seca” em Portugal, mas admitiu que não deverá comprometer o ano agrícola, podendo existir apenas “algumas limitações” no regadio em 11 barragens, no sul.
O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural defendeu hoje, no parlamento, que o Governo está a acompanhar com preocupação a situação de seca em Portugal, sublinhando que, atualmente, ainda não é grave.
A falta de precipitação em janeiro tem agravado a seca meteorológica, principalmente no Sul do país, embora a situação não seja tão preocupante como a ocorrida no ano passado, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O presidente da Agência Gestão Integrada de Incêndios Rurais (AGIF) justificou hoje o aumento de meios aéreos para a próxima época de fogos com a possibilidade de um verão difícil devido ao inverno seco.
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) mostrou-se hoje “apreensiva” devido à falta de chuva, defendendo a criação, por parte do Governo, de um grupo de trabalho permanente que estude os fenómenos das alterações climáticas.