Não é todos os anos que vivemos um 29 de fevereiro. A natureza dos calendários o exige, que só aos bissextos seja possível regressar a este pequeno apêndice do segundo mês do ano, que ora vai, ora volta, a cada 16 estações.

Para a grande maioria, a data pouco ou nada diz. Ou atrapalha porque alguém necessita mesmo que março surja aí, ou auxilia, quando se quer que fevereiro dure mais um pouco. Mas não para Bernardo e Joaquina: para eles, este dia “é” a sua vida.

O SAPO24 falou com duas pessoas que tiveram a particularidade de nascer a 29 de fevereiro, fazendo do seu aniversário uma pequena aventura, quando para a maioria é uma questão de rotina. Por isso mesmo, a cada quatro anos, 29 de fevereiro assume-se como um “dia monumental” para eles.

Mas a expressão acima usada entre aspas não foi empregue para descrever a vida de quem veio ao mundo em tão incomum circunstância. Não. Na verdade, foi usado como qualificador daquele que pode ser o fim de um dos mais pírricos confrontos da história moderna.

Ao fim de 18 anos de violência mútua, EUA e Talibãs comunicaram um acordo histórico para retirar tropas americanas do Afeganistão. Já se sabe o reverso destes acordos: nunca decorrem exatamente como anunciado, nem no tempo, nem na sua materialização. Mas o facto de ele ser anunciado, sim, já faz deste um “dia monumental”.

Mas “monumental” não é um adjetivo necessariamente positivo, refere-se principalmente à dimensão daquilo que qualifica. Por isso mesmo, um “dia monumental” pode ser muito bom ou muito mau. Já se falou do bom. Agora, do mau.

O Covid-19 continua a estender o seu doentio toque por esse mundo fora, e hoje soube-se do primeiro caso mortal nos EUA e de um aumento de fatalidades em Itália. Por cá, vamos sendo poupados, mas o medo não cessa.

Um milhão de infetados no país. Este é o pior cenário possível gizado pela DGS, mas é apenas isso, “um cenário” e não “uma previsão". Por enquanto, as autoridades de saúde vão mantendo o trabalho árduo para evitar esse número francamente “monumental”.

Amanhã chega-nos março, e com ele, mais um dia de repouso para experimentar coisas novas, até mesmo aquelas que sempre lá estiveram para si, mesmo quando não deu por elas.

De zona marginal a pólo multicultural, a rua do Benformoso, no bairro da Mouraria, em Lisboa, esconde inúmeras surpresas dada a sua enorme diversidade. Talvez seja um bom plano de domingo dar um passeio por lá caso esteja na cidade e experimentar algo para si inédito.

Se prefere outros planos, mais a norte vai haver o concerto de Marta Menezes "5 Encores para Beethoven", no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar. Parte das comemorações do dia da cidade, vai contar com Orquestra Sinfónica de Thomar, este ano comemorando os 250 anos do nascimento do compositor L.V. Beethoven, com a pianista, vencedora do Concurso Beethoven no Royal College of Music em Londres e premiada nos Estados Unidos pelo seu CD com obras de Beethoven e Lopes-Graça.

Em Coimbra, noutra iniciativa que também comemora uma efeméride, inaugura-se a exposição "Leonardo da Vinci: Tornar o conhecimento visível", na Casa das Caldeiras. A exposição, promovida pelo Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e pelo Exploratório - Centro Ciência Viva, apresenta 12 máquinas construídas a partir de esboços originais do inventor italiano, que foram doadas pela empresa americana IBM ao já extinto Museu Nacional da Ciência e da Técnica de Coimbra em 1969, cuja coleção passou para o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.

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