Entre as 12h e as 13h, Portugal cola os olhos aos ecrãs. Queremos saber os números do dia. Quantos mais casos de infeção? Vítimas mortais? Pessoas que recuperaram da doença?

À data de hoje, Portugal regista hoje 687 mortos associados à Covid-19, mais 30 do que na sexta-feira, e 19.685 infetados (mais 663). O número de casos recuperados aumentou de 519 para 610.

Depois, queremos ouvir o que nos têm a dizer. Hoje, as notícias chegaram pela voz de Marta Temido, ministra da Saúde, que alertou que "erradicar a covid-19 não parece possível no curto e médio prazo" pelo que o país deve preparar-se para a possibilidade de "alternar períodos de maior contenção com fases de maior alívio".

Mas há outra boa notícia: estima-se que o máximo da incidência da pandemia em Portugal tenha ficado no passado, entre os dias 23 e 25 de março. Isto é, o pico pode já ter passado.

Retomemos uma palavra já aqui utilizada. Alívio: Sensação agradável que se tem quando o que oprime ou molesta cessa de todo ou em grande parte, explica o dicionário.

Brindemos por isso! Não porque acabou, mas porque a pouco e pouco a pandemia vai passando. Mas sejamos responsáveis — a melhoria da situação depende de cada um de nós. E também o ouvimos esta manhã: "com esforço de todos, está a ser possível trazer o número de novos casos para níveis aos quais o Serviço Nacional de Saúde tem conseguido responder".

Apesar de tudo, sabemos que muito pouco se mantém como o conhecíamos. Quanto à sessão solene de comemoração do 25 de Abril na Assembleia da República e a manifestação do 1º de Maio — temas que andam pelas bocas do país —, a ministra referiu que "não será uma celebração como a dos outros anos".

"Não podemos também deixar de entender que só poderemos sobreviver enquanto grupo se conseguirmos ter o nosso grupo unido em torno daquilo que são os aspetos que são referências sociais e também a capacidade de nos readaptarmos às novas exigências", disse. "Qualquer comemoração e celebração terá de ter isso presente e será acompanhada dessas cautelas adicionais. É tudo igual, mas diferente".

Pelo mundo a diferença também se vai notando e são várias as estratégias que estão a ser adotadas para conter a propagação da pandemia. Vejamos dois exemplos.

Andorra: Vão ser realizados testes serológicos aos cerca de 81 mil habitantes para a deteção de anticorpos contra o SARS-CoV-2. Os testes vão permitir conhecer o grau de imunidade da população e são "um instrumento que permitirá gerir muito melhor" a pandemia, que já fez 35 mortos num país em que cerca de 11% dos habitantes são portugueses.

Taiwan: Era projetada como uma das regiões que mais sofreria com a Covid-19. Hoje, porém, Taiwan é um dos locais menos afetados pela pandemia. Ter sobrevivido à epidemia da SARS, em 2003, ajudou a prepará-lo para o atual momento. Uma combinação de preparação, alta tecnologia e civismo preveniu males maiores.

Entre as notícias sobre Covid-19 e os dias sempre em casa, não nos esqueçamos que é fim de semana. Por isso, aqui ficam algumas ideias, para que estes dois dias no sofá, à varanda ou no jardim não sejam "só mais uns".

  • Precisamos de desligar, mesmo que por um pouco. O Miguel Magalhães deixa algumas sugestões para recuperar o fôlego, na rubrica Acho Que Vais Gostar Disto. E ver tudo aqui.
  • Viver no mundo encantado da Disney não faz mal a ninguém, de miúdos a graúdos. Aproveitando o boneco de neve dos filmes Frozen, estão a ser lançados vários clips da série #EmCasaComOlafda Walt Disney Animation Studios. Criado a partir de casa por Hyrum Osmond, com locução de Josh Gad, gravada também em sua casa. Pode ver o último aqui.
  • A arte é uma ponte que nos une. Por isso, o Museu de Arte Antiga, inspirado pelo Getty Museum, em Los Angeles, desafiou as pessoas a recriarem obras de arte famosas, a partir de casa, com os objetos que têm à mão. Algumas das respostas podem ser vistas aqui. Inspire-se e faça parte do movimento.

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