Depois da Elsa, a depressão Fabien. Já não há distritos sob alerta vermelho e tempo vai melhorar, mas Mondego continua inspirar cuidados. Veja aqui as ocorrências

Depois da passagem da depressão Elsa, Portugal foi afetado pela depressão Fabien, cujos efeitos meteorológicos se começaram a sentir este sábado, tendo a Proteção Civil contabilizado 1.727 ocorrências relacionadas com o mau tempo. Neste momento, já não há cinco distritos em aviso vermelho e o tempo deverá melhorar já hoje. A situação do rio Mondego em Montemor-o-Velho continua a preocupar as autoridades.

Artigo em atualização - Última alteração às 12h44 de domingo, dia 22 de dezembro


Os fortes efeitos do mau tempo, que se fazem sentir desde quarta-feira, já provocaram dois mortos, um desaparecido, deixaram 144 pessoas desalojadas e 320 pessoas deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.200 ocorrências no continente português, na maioria inundações e quedas de árvore.

Os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga estiveram em aviso vermelho até às 12:00, devido à agitação marítima, baixando posteriormente para aviso laranja.

O IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) já havia alertado para os efeitos da depressão Fabien, em especial no Norte e no Centro, estando previstos intensos períodos de chuva e vento forte de sudoeste, com rajadas que podem atingir 90 km/hora no litoral norte e centro e 140 km/hora nas terras altas.

No entanto, as condições meteorológicas no Continente melhoram a partir de hoje e só a agitação marítima no Norte e no Centro se manterá elevada até ao meio da manhã de segunda-feira, segundo as previsões do IPMA.

Para hoje, o instituto prevê uma diminuição muito significativa da intensidade do vento e precipitação em geral fraca apenas nas regiões Norte e Centro, podendo ser de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela.

Até meio da tarde de hoje, o vento soprará ainda moderado a forte, até 50 quilómetros hora, e nas terras altas, em especial do Norte e Centro, com rajadas até 100 quilómetros hora.

A partir de segunda-feira, e até ao fim de semana, o IPMA prevê céu em geral pouco nublado, apresentando-se temporariamente muito nublado nas regiões Norte e Centro no final do dia de Natal e na quinta-feira, com possibilidade de precipitação fraca.

Em declarações aos jornalistas pelas 20h00, na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção civil, em Carnaxide, o adjunto de operações Miguel Cruz deu conta de que a situação mais complicada é, neste momento, o distrito de Coimbra.

Miguel Cruz referiu que os rios Mondego e Tejo (na zona de Constância) estão em alerta vermelho.

“O rio Douro está já numa fase de estabilização, tendo reduzido o seu nível vermelho para laranja, mantendo-se ainda os rios Mondego e Tejo com um nível elevado de caudais, que estão a ser neste momento escoados”, adiantou.

Depois de ter sido interrompida na sexta-feira, a linha do Norte já foi reaberta, significando isso que a circulação de comboios de longo curso entre Porto e Lisboa foi retomada ao princípio da tarde de hoje, mas vai continuar condicionada, informou à Lusa a CP - Comboios de Portugal.

Também hoje, fonte da Infraestruturas de Portugal disse à Lusa que foram restabelecidas as condições de circulação normal de comboios na linha do Douro - que estava suspensa devido à queda de uma barreira e uma pedra de grandes dimensões ao quilómetro 89,1 entre Ermida e Rede -, assim como na Linha do Vouga e na linha da Beira Alta.

Desde o último ponto de situação, a Proteção Civil não teve registo de mais nenhum ferido ou morto devido ao mau tempo.

“Cuidados na circulação e permanência, quer em áreas arborizadas, quer também junto ao mar. Esse é um cuidado que as pessoas têm tido porque, efetivamente, não temos tido reporte de ocorrências relacionadas com atividade marítima, mas é um apelo que deixamos”, sublinhou Miguel Cruz.

Na Madeira, a semana terá, até sábado, a influência de um anticiclone localizado na região entre o norte de África e Portugal continental, enfraquecendo no dia de Natal e na quinta-feira, permitindo a aproximação e passagem de uma superfície frontal fria.

O IPMA prevê para a Madeira céu com períodos de muita nebulosidade, com possibilidade de ocorrência de precipitação na quarta e na quinta-feira.

A agitação marítima manter-se-á elevada no arquipélago até ao final do dia de hoje, tendo sido emitido um alerta amarelo para as zonas costeiras.

Hoje, os Açores terão a passagem de um sistema frontal com chuva em todas as ilhas e, na segunda-feira, uma superfície frontal fria irá provocar chuva no grupo oriental.

Ocorrências e indicações para várias regiões do país

Lisboa 

  • As ligações fluviais no rio Tejo realizadas pela Transtejo Soflusa foram retomadas, com avaliação da continuidade do serviço a cada momento. No site da empresa é possível consultar o estado do serviço. As ligações estiveram suspensas sexta-feira desde as 13:00 devido às condições atmosféricas que se fazem sentir, anunciou a Transtejo.
  • trânsito rodoviário na Ponte 25 de Abril esteve condicionado quinta-feira ao final do dia para motas e camiões com lona.
  • Já sobre as ligações ferroviárias na ponte, informa a Fertagus que estas estavam na quinta-feira a decorrer de forma alternada — em situações de climatéricas adversas não é possível ter dois comboios a circular em simultâneo, o que pode gerar alguns atrasos.
  • A Estrada Marginal que liga Lisboa a Cascais esteve cortada ao trânsito esta quinta-feira nos dois sentidos na zona do Alto da Barra, em Oeiras, devido a um acidente rodoviário.
  • O trânsito nas vias que integram todo o perímetro da Serra de Sintra está cortado até às 23:59 de sábado devido à chuva e vento fortes, mas também há queda de árvores ocorridas no local, anunciou a autarquia.
  • A Câmara de Sintra decidiu também encerrar ao público o “Reino do Natal” na quinta-feira, atendendo às condições meteorológicas.

Porto

  • A circulação dos comboios de longo curso da Linha do Norte, que liga Lisboa ao Porto, mantém-se suspensa este domingo devido ao mau tempo.
  • A circulação de comboios também foi interrompida na Linha do Douro entre Marco de Canaveses e Régua “devido à queda de uma barreira e uma pedra de grandes dimensões” ao quilómetro 89,1, entre Ermida e Rede, segundo a Infrastruturas de Portugal.
  • A circulação do Metro do Porto, que esteve cortada entre as estações da Levada e de Fânzeres, em Gondomar, foi restabelecida às 22:50 de quinta-feira, 19 de dezembro.
  • A Câmara do Porto cortou a circulação automóvel na Avenida de Dom Carlos I, na Foz devido ao agravamento das condições meteorológicas ma quinta-feira, devendo aquela via permanecer encerrada pelo menos até esta sexta-feira.
  • O comandante da Capitania do Douro alertou para "eventuais alagamentos” em “zonas mais sensíveis” do Porto e de Vila Nova de Gaia, devido à intensa queda de chuva.

  • Subida do rio Ave em Vila do Conde. O rio Ave galgou esta sexta-feira as margens na freguesia de Touguinha, em Vila do Conde, forçando o corte de uma estrada que dá acesso à zona industrial local, confirmou Joaquim Gomes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde. "A tendência é que o nível das águas baixe até às 16:00 e a estrada possa ser, entretanto, reaberta", disse o responsável à agência Lusa.
  • Estádio do Mar em Matosinhos. A bancada nascente do estádio vai estar interdita ao público no jogo de sábado Leixões-Cova da Piedade, da II Liga de futebol, devido a um deslizamento de terra ocorrido durante a madrugada desta sexta-feira. A interdição acontece “por motivos de segurança”, enquanto se aguarda pela “inspeção técnica para ver se a estrutura ficou danificada”, disse à agência Lusa fonte da SAD.

  • Prejuízos em Gondomar. A Câmara de Gondomar estima que o mau tempo tenha causado nas últimas 48 horas prejuízos de dois milhões de euros e pondera pedir ajuda ao Governo por considerar o valor “incomportável”, disse esta sexta-feira o autarca local.
  • A subida da água do rio Douro, na marginal de Vila Nova de Gaia, afetou duas casas no cais do Esteio e cobriu os areinhos de Avintes e Oliveira do Douro, indicou o presidente da Câmara local.

Coimbra

  • A localidade do Cabouco, também foi hoje evacuada por volta das 18:30 após a subida do caudal do rio Ceira, afluente do Mondego, tendo sido retiradas as pessoas das casas mais próximas das águas.
  • A circulação dos comboios suburbanos de Coimbra foi hoje suspensa devido à subida do nível da água, de acordo com a informação divulgada por fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (IP).
  • O Itinerário Complementar (IP) 3 está cortado desde as 05:00 entre Espinheira e Oliveirinha, no concelho de Penacova, disseram à Lusa fontes do Comando Territorial da GNR de Coimbra e do Comando Distrital de Operações de Socorro.
  • O distrito de Coimbra ativou este sábado o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil na sequência do mau tempo, anunciou a Comunidade Intermunicipal presidida por José Carlos Alexandrino. "Atendendo às situações meteorológica e hidrológica complexa e ao elevado número de ocorrências relacionadas, bem como atenta aos princípios de prevenção e precaução no distrito de Coimbra” (…), a Comissão Distrital de Proteção Civil de Coimbra, na qualidade de órgão de coordenação em matéria de proteção civil distrital, proceder à ativação do Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil de Coimbra", refere uma informação daquela estrutura.
  • Cerca de três dezenas de casas foram inundadas na madrugada de pelo Rio Ceira, afluente do Mondego, nas localidades de Cabouco e Conraria, às portas de Coimbra, numa das maiores cheias de que a população tem memória.
  • Uma parte significativa do concelho da Lousã continua sem abastecimento público de água, devido a estragos causados pela depressão Elsa, estando o fornecimento a ser feito por autotanques dos bombeiros.
  • A Câmara da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, acionou hoje, às 13:00, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, na sequência do mau tempo.
  • O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, ativou o plano de emergência a partir das 19:00 de quarta-feira, anunciou a autarquia, prevendo uma situação de cheia no rio Mondego. No entanto, na madrugada de domingo, o autarca anunciou que o caudal do rio Mondego estava a baixar ligeiramente em Coimbra, havendo "uma ligeira diminuição do caudal do rio abaixo já dos 2.000 metros cúbicos por segundo". Contudo, foi anunciado que podiam surgir aumentos devido a algumas descargas previstas das barragens a montante.
  • Durante a noite, a Proteção Civil Municipal de Coimbra soliciou à população das povoações de Bencanta; Espadaneira; Pé de Cão; Casais do Campo; Carregais; Taveiro; Ribeira de Frades; Vila Pouca do Campo; e Ameal (indicativamente entre a Linha Ferroviária do Norte e o Rio Mondego) a acondicionar algum material, acautelar os seus bens e a preparar a evacuação.
  • Montemor-o-Velho lança “alerta máximo de risco de cheia” para as zonas baixas de Carapinheira, Montemor-o-Velho, Meãs do Campo, Tentúgal e Ereira, logo após a rotura de um dique no canal principal do Mondego. Fonte da autarquia disse à agência Lusa, por volta das 16:35, que o dique do rio Mondego, junto a Formoselha, “rebentou”.
  • As localidades de Sarzedo e Zona Industrial da Relvinha e Gândara, em Arganil, no distrito de Coimbra, devem sofrer falhas no abastecimento de água potável, na sequência do mau tempo.  A nota de imprensa da Águas do Centro Litoral explica que, “devido ao aumento do nível do Rio Alva na zona da Alagoa, a captação de água ficou inundada, tendo danificado os equipamentos existentes”.
  • A Câmara Municipal de Soure, no distrito de Coimbra, decidiu hoje evacuar o canil municipal, por precaução, na sequência do mau tempo e consequente subida do nível da água.

Bragança

  • O mau tempo provocado pela tempestade Elsa obrigou na sexta-feira ao corte da estrada espanhola ZA-921 que liga Puebla de Sanabria, em Zamora, e Bragança junto à fronteira de Rio de Onor. A estrada espanhola encontra-se cortada ao trânsito desde as 07:30 entre os quilómetros 14 e 15 devido ao aumento do caudal do rio Onor que atingiu a via. De acordo com a Junta da Autonomia de Castilha e Leão, devido às fortes chuvas que se fizeram sentir deste quinta-feira, a mesma estrada está também cortada junto a Valverde e Los Valles.
  • O rio Sabor galgou as margens durante a madrugada desta sexta-feira, 20 de dezembro, na zona ribeirinha do concelho de Torre de Moncorvo, cortando o principal acesso à aldeia da Foz do Sabor, disse fonte da proteção civil.
  • Em Mogadouro, a estrada municipal que liga a aldeias dos Estevais a Carviçais (Torre de Moncorvo) esteve cortada ao trânsito durante a noite e madrugada desta sexta-feira e, às 10:00, a circulação fazia-se de forma condicionada.

  • Veículos submersos em Mirandela. A subida das águas do rio Tua submergiu esta sexta-feira duas viaturas na zona ribeirinha de Mirandela, obrigando à retirada de outros 11 veículos que estavam num parque de estacionamento, disse esta sexta-feira fonte dos bombeiros locais.

Covilhã

Braga

  • O telhado de uma casa voou em Ponte, Guimarães, e postes de eletricidade vergaram com a força do vento em Joane, Famalicão.
  • Segundo fontes dos bombeiros, há ainda registo da cobertura de um armazém que foi arrancada pelo vento em Apúlia, Esposende, e que acabou por ir parar ao cemitério local, danificando jazigos e sepulturas.
  • A vila de Joane, em Famalicão, ficou durante horas às escuras esta quinta-feira, depois de o vento ter literalmente vergado alguns postes de média tensão.
  • Em Arentim, Braga, as placas da cobertura do salão paroquial também não resistiram, tendo sido arrancadas pelo vento.
  • Em Vila Verde, há registo de duas casas atingidas por árvores de grande porte que também não resistiram à força do vento.De resto, a queda de árvores constitui, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), o “grosso” das ocorrências.
  • Em Braga, algumas das inundações registaram-se no parque de estacionamento do centro comercial Braga Parque e em alguns viadutos, designadamente na variante da cidade.

Aveiro

  • A Câmara da Mealhada acionou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil. Numa nota enviada à agência Lusa, a Câmara explica a decisão com as “atuais condições meteorológicas adversas, que já provocaram vários estragos/prejuízos em diversas locais, e às previsões de agravamento do estado do tempo para as próximas horas, nomeadamente a possibilidade de ocorrência de rajadas de vento muito fortes e chuvas muito intensas”.
  • A25 cortada ao trânsito em Albergaria. A subida das águas do rio Vouga levou esta sexta-feira ao corte nos dois sentidos da A25 na zona de Angeja, em Albergaria-a-Velha, informou fonte da GNR. A autoestrada está cortada desde as 14:00, entre o nó do Estádio e o nó de Angeja, sendo a alternativa ao trânsito a A1.

  • A circulação ferroviária na Linha do Norte esteve cortada esta sexta-feira à tarde mas já foi restabelecida. O corte ocorreu entre a Mealhada e Souselas, e entre Oliveira do Bairro e Mofogores, disse fonte da Infraestruturas de Portugal, e deveu-se à inundação das duas vias e à queda de uma árvore sobre a catenária (sistema de distribuição e alimentação elétrica aéreo).

  • A baixa da cidade de Águeda, no distrito de Aveiro, ficou inundada esta quinta-feira, 19 de dezembro, devido às descargas “brutais” da Barragem de Ribeiradio, no concelho vizinho de Sever do Vouga, disse à Lusa fonte da autarquia.

Setúbal

  • A queda de uma árvore em Canha, concelho do Montijo matou o condutor de um veículo pesado. “Temos o registo de vítima mortal devido à queda de uma árvore sobre um veículo pesado de mercadorias”, disse à Lusa o comandante Rui Laranjeira, da ANEPC.
  • Nove pessoas ficaram desalojadas no concelho de Almada. O incidente esteve relacionado com a queda de árvores em cima das habitações, não havendo feridos a registar.

Viseu

  • Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu confirmou ao SAPO24 a existência de uma vítima mortal, um indivíduo do sexo masculino, na sequência de um desabamento de terras que atingiu uma casa em Codeçais, concelho de Castro Daire. Alerta para a ocorrência foi dado às 15h37.
  • A circulação ferroviária na Linha da Beira Alta foi suspensa esta sexta-feira, às 17:20, mas já foi retomada. O corte ocorreu entre Mealhada Norte e Mortágua e entre Luso e Santa Comba Dão, devido ao mau tempo, disse à agência Lusa fonte da Infraestruturas de Portugal. A suspensão da circulação deveu-se à inundação das duas vias junto à estação da Pampilhosa, no concelho da Mealhada, situação que também afetou a circulação da Linha do Norte.

Viana do Castelo

  • Na freguesia de Areosa, os ocupantes de um veículo que ficou preso na água da chuva acumulada num viaduto tivera, de ser retirados pelos bombeiros.
  • Em Ponte da Barca, um deslizamento de terras deixou isolado o lugar de Ruivos, onde moram cerca de cinco pessoas. O aluimento atingiu ainda o cemitério, provocando “danos na vedação e em algumas sepulturas”.
  • As 26 pessoas retiradas do lugar de Frades, na freguesia de Portela, em Arcos de Valdevez, por perigo de deslizamento de terras, permanecem afastadas de casa, situação que será reavaliada no hoje pela Proteção Civil. O lugar de Frades foi evacuado, na sexta-feira, cerca das 17:20 "por prevenção e salvaguarda da comunidade", face ao perigo de deslizamento de terras.

Santarém

  • A circulação na ponte Rainha D. Amélia, que liga os concelhos do Cartaxo e de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, foi esta sexta-feira suspensa devido ao mau tempo. A circulação será reaberta “assim que estiverem garantidas todas as condições de segurança”, sendo que a situação será reavaliada pela Proteção Civil num ‘briefing’ agendado para as 21:00 de hoje.
  • O aumento dos caudais do Tejo levou à submersão do parque de estacionamento junto ao rio Zêzere, em Constância, e de troços da EN 365 e de uma estrada municipal no concelho de Santarém.

Leiria

  • Uma família foi realojada na madrugada de esta sexta-feira em Leiria devido à queda de uma árvore no telhado da sua casa, confirmou à Lusa o município. Fonte da Câmara de Leiria informou que, na sequência da queda de um telhado num apartamento na zona de São Romão, foi necessário realojar uma idosa e o filho no Centro de Emergência de Alfeizerão da Segurança Social, no concelho de Alcobaça, também no distrito de Leiria.
  • O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes (PS), revelou que foram registadas 17 inundações e 60 quedas de árvores, mas "nada de grave". "A maioria dos casos foi de imediato resolvida pelos serviços da proteção civil e juntas de freguesia", disse. Gonçalo Lopes apelou à população para evitar a zona pedonal do Polis, afastando-se das margens do rio, uma vez que o Lis apresenta um caudal elevado e "com a continuação das chuvas há risco de transbordo".

  • A passagem da depressão Elsa provocou ainda cortes de energia na maioria das localidades do norte do concelho, assim como nas freguesias à volta da cidade, nomeadamente, Azoia, Maceira e Parceiros, em resultado de "quedas de árvores nas linhas de alta tensão".

  • "A EDP informou-nos que toda a média tensão já está operacional e existem ainda situações pontuais no que se refere à baixa tensão. Aos poucos a situação está a estabilizar", descreveu o presidente, enaltecendo ao "nível de prontidão" da empresa de energia elétrica.

Vila Real

  • O segundo comandante operacional distrital de Vila Real, Manuel Borges Machado, fez um balanço da passagem da depressão Fabien pelo distrito trasmontano e referiu que a Proteção Civil contabilizou cerca de 340 ocorrências, entre as 00:00 e as 21:30 de ontem, que mobilizaram centenas de operacionais espalhados pelos 14 concelhos.
  • O trânsito reabriu ontem nas avenidas João Franco e do Douro em Peso da Régua e os comerciantes começaram a regressar às lojas, depois da ameaça de subida do caudal do rio Douro.
  • O rio Douro galgou esta sexta-feira as margens no Pinhão, no concelho de Alijó e entrou em quatro bares da zona ribeirinha. Os afluentes do Douro, como o rio Tua, estão também, neste momento, a debitar muita água. Mais abaixo do Pinhão, o rio já submergiu os estabelecimentos localizados no cais fluvial, um bar e uma loja de artesanato, que já se encontravam vazios. As atenções das autoridades centram-se agora na Avenida do Douro, a primeira artéria a ser afetada se o rio continuar a subir, podendo condicionar esta via de ligação a Mesão Frio.
  • Rio Tâmega regressou ao leito em Amarante mas câmara mantém apreensão. O presidente da Câmara de Amarante disse esta sexta-feira à Lusa estar apreensivo com a evolução do caudal do rio Tâmega, que atingiu a baixa da cidade durante a noite, mas regressou ao leito nas primeiras horas da manhã de sábado. Durante a noite, o Tâmega chegou à rua 31 de Janeiro e ao Largo Conselheiro António Cândido, a zona mais baixa da cidade, acabando por entrar em alguns estabelecimentos, mas sem atingir o nível observado nas cheias mais recentes na cidade, em janeiro 2016. Os comerciantes tinham retirado os seus haveres, por terem sido aconselhados, na quarta-feira à tarde, pelos serviços de proteção civil.
  •  O rio Tâmega em Chaves já baixou cerca de um metro face à quota máxima de 3,30 metros acima do normal e as principais vias da cidade já foram reabertas ao trânsito. A localidade do distrito de Vila Real foi afetada por cheias desde quinta-feira à tarde, quando o rio galgou as margens, atingindo na sexta-feira à tarde a quota máxima de 3,30 metros acima do normal e obrigou ao realojamento de duas pessoas.

Beja

  • Oito pessoas que viviam num acampamento na periferia de Vila de Frades, no concelho de Vidigueira, ficaram desalojadas devido ao mau tempo foram para casa de familiares, disse esta sexta-feira à agência Lusa o presidente do município.
  • Na quinta-feira, "o vento forte levantou coberturas do acampamento onde viviam 30 pessoas de etnia cigana, mas só duas famílias, de oito pessoas, ficaram desalojadas", explicou Rui Raposo, presidente da Câmara de Vidigueira.
  • Segundo o autarca, o Serviço Municipal de Proteção Civil e a Cruz Vermelha "tentaram resolver a situação, mas as duas famílias conseguiram arranjar solução e foram para casa de familiares" também em Vila Frades.
  • Rui Raposo disse que o Serviço Municipal de Proteção Civil e a Cruz Vermelha estão "em fase de prevenção" para atuar caso ocorra outra situação do género no acampamento e mais pessoas fiquem desalojadas devido ao mau tempo.
  • "As previsões meteorológicas não garantem para já melhorias no estado do tempo" e, caso seja necessário, o município dispõe de um casão, situado também em Vila Frades e que foi cedido por uma instituição, onde, "com a ajuda da Cruz Vermelha, será possível garantir condições para realojar pessoas", disse.

Évora

  • Uma casa que se encontrava em obras, situada no centro histórico de Évora, ruiu parcialmente esta sexta-feira de madrugada, devido à chuva e ao vento, sem causar danos pessoais, indicou o responsável da Proteção Civil Municipal.
  • O comandante do Serviço Municipal de Proteção Civil de Évora, Joaquim Piteira, adiantou à agência Lusa que a casa, situada no Largo 13 de Outubro e que se encontrava desabitada, ruiu parcialmente por volta das 00:30.
  • A casa “tem paredes de taipa antigas e, por ação da chuva e do vento, acabou por ceder”, tendo os destroços caído para o interior “do perímetro de segurança, que já estava criado devido às obras”, relatou o responsável.
  • Além desta situação, segundo Joaquim Piteira, foi registada no concelho de Évora, durante a madrugada de esta sexta-feira, cerca de uma dezena de quedas de árvores e inundações em meio urbano.

Castelo Branco

  • As estradas da serra da Estrela reabriram esta sexta-feira ao final da manhã ao trânsito, após terem sido encerradas devido à queda de neve e às condições meteorológicas adversas, informou o Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco. Em declarações à agência Lusa, a fonte especificou que a circulação rodoviária nos troços que tinham sido encerrados pela manhã (Piornos/Torre e Torre/Lagoa Comprida) foi retomada às 11:30. Já a ligação Manteigas/Piornos "continua condicionada", dado que a chuva intensa fez aumentar o risco de derrocada.

Guarda

  • O descarrilamento de um comboio Intercidades na zona de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, que não provocou vítimas, obrigou à retirada dos passageiros pelos bombeiros na sexta-feira.

Açores

  •  A depressão Elsa obrigou esta quinta-feira ao cancelamento de oito voos da companhia aérea açoriana SATA, sendo quatro ligações inter-ilhas e quatro do arquipélago com o exterior, afetando cerca de 1000 passageiros, avançou à Lusa o porta-voz da companhia.
  • O vice-presidente da Proteção Civil apelou à população para que continue a adotar medidas de autoproteção, pedindo que evite deslocar-se para junto da encosta, que tenha prudência ao circular na via pública e que tenha cuidado com objetos soltos nas habitações, que possam ser projetados pelo vento, sobretudo tendo em conta que é comum existirem decorações de Natal no exterior nesta época do ano.
  • A Marinha e Autoridade Marítima Nacional reforçaram esta sexta-feira o alerta de agravamento do estado do mar nos grupos ocidental e central do arquipélago dos Açores entre a noite de sexta-feira e a noite de sábado, dia 21 de dezembro. “Nos Açores, o vento deverá registar velocidades superiores a 100 quilómetros (km) por hora e rajadas acima de 150 km por hora, com direção de oeste", informou este ramo das Forças Armadas.

Luz

Os distritos de Viseu e de Vila Real são os mais afetados com falhas de eletricidade, devido ao mau tempo que está a assolar Portugal Continental, informou a EDP Distribuição.

Em declarações à agência Lusa, a diretora de comunicação da EDP Distribuição, Fernanda Bonifácio, adiantou que estes são os distritos mais afetados pelas falhas de energia elétrica, “devido à chuva e às rajadas de vento”, mas ressalvou que não é possível precisar o número de pessoas afetadas.

“Nós conseguimos resolver as situações que decorreram da depressão Elsa, mas, entretanto, tivemos o Fabien e a rede ainda está debilitada”, apontou.

Fernanda Bonifácio referiu ainda que nalgumas zonas do país, nomeadamente no distrito de Coimbra, foi necessário desligar postos de distribuição devido às situações de cheia que se registaram.

Contudo, a responsável de comunicação da EDP ressalvou que “as equipas continuam no terreno a avaliar todos os estragos”, apesar das “dificuldades de movimentação”.

A EDP tem previsto para hoje, pelas 15:00, um novo ponto de situação sobre os constrangimentos originados pela depressão Fabien na rede de abastecimento de eletricidade, adiantou.

Desalojados

No total há 144 pessoas desalojadas (por as suas habitações terem sido afetadas pelo mau tempo), mas há ainda 104 pessoas deslocadas (retiradas de suas casas como medida de prevenção).

Foram já retiradas 72 pessoas de habitações das margens do Mondego, na região do baixo Mondego, nos concelhos de Montemor-o-Velho e Soure.

No balanço realizado sexta-feira às 20:00 registavam-se 80 desalojados e havia registo de cerca de 8.500 ocorrências.

Telecomunicações

A Altice Portugal vai manter o gabinete de crise e o plano de emergência ativos até domingo devido "à continuidade da instabilidade da situação meteorológica", devido ao agravamento previsto para Norte e Centro do país, anunciou esta sexta-feira a empresa, que reforçou para mais de meio milhar o número de técnicos e operacionais especializados para responder às situações de afetação de serviço e clientes. “Neste momento, a Altice Portugal já recuperou 60% dos clientes afetados e 85% dos sites TDT”, adianta a empresa de telecomunicações num comunicado, em que faz um ponto de situação do impacto da depressão Elsa às 20:00. Segundo a empresa, as principais causas para a afetação de comunicações são o corte de transmissão por queda de árvores ou estruturas e a falha no fornecimento de energia.

A Vodafone tem o serviço de rede móvel indisponível em algumas regiões do Centro e Norte do país devido a falhas de energia elétrica, disse esta sexta-feira à Lusa fonte oficial da operadora de telecomunicações. "O serviço de rede móvel está indisponível em algumas regiões do Centro e Norte do País devido a falhas de energia elétrica, causadas pela depressão Elsa", explicou a fonte. "A Vodafone está a acompanhar a situação, sendo expectável que o serviço seja reposto logo que seja reposta a energia", acrescentou a operadora de telecomunicações.


Na quarta-feira, o IPMA emitiu um aviso vermelho para os distritos do Porto, Braga, Aveiro, Vila Real e Viana do Castelo devido à chuva “forte e persistente, podendo ser acompanhado de trovoada”. Este aviso vigora entre as 12:00 e as 21:00 em Vila Real e Braga, e entre as 12:00 e as 18:00 em Viana do Castelo, adianta o instituto em comunicado.

Já esta quinta-feira, o IPMA colocou também sob aviso vermelho, devido à previsão de rajadas de vento superiores a 100 quilómetros por hora, os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra. Segundo o IPMA, as rajadas de vento podem mesmo atingir os 140 quilómetros/hora nas terras altas, entre as 18:00 de esta sexta e as 03:00 de sexta-feira.

O continente português está a ser afetado, desde a tarde de quarta-feira e até domingo, por chuvas e ventos fortes, sendo esta quinta-feira o “dia mais gravoso”.

Esta sexta-feira, 20 de dezembro, doze distritos de Portugal continental e a costa norte da Madeira estiveram sob aviso laranja, devido sobretudo a agitação marítima.

Governo diz estar a acompanhar depressão com técnicos “prontos a intervir"

O Ministério da Agricultura garantiu esta sexta-feira estar a acompanhar a evolução da depressão “Elsa”, sublinhando que os técnicos das Direções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP) estão “prontos a intervir” no levantamento dos prejuízos.

“O Ministério da Agricultura está a acompanhar a evolução da depressão “Elsa” e os efeitos da mesma no território nacional”, assegurou, em comunicado, o Governo.

De acordo com o ministério liderado por Maria do Céu Albuquerque, os técnicos das DRAP “estão prontos a intervir” no levantamento dos prejuízos e na avaliação da situação, para garantir “a ativação dos mecanismos de apoio aos agricultores”, caso seja necessário.

Inundações, quedas de ramos de árvores e danos em estruturas: Os avisos da Proteção Civil

A Proteção Civil alerta para a possibilidade de "inundações rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem", e "inundações por transbordo das linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis".

Avisa ainda que, tendo em conta as previsões do IPMA, há a possibilidade de inundações de "estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem" e de formação de lençóis de água na estrada, além da queda de ramos de árvores, danos em estruturas montadas ou suspensas.

O agravamento das condições meteorológicas pode ainda levar a "possíveis acidentes na orla costeira" e a "fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência".

A Proteção Civil alerta ainda para a necessidade de garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes, placards e outras estruturas suspensas; ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, com atenção reforçada em relação à possibilidade de queda de ramos e árvores; evitar praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima.

Marinha alerta que “está previsto um agravamento excecional das condições meteorológicas e do estado do mar para Portugal continental e para o sector Norte da região de busca e salvamento de Santa Maria, nos Açores, no período compreendido entre a tarde de 19 de dezembro e a manhã de 22 de dezembro”. A ondulação pode atingir uma altura significativa de 11 metros e “períodos médios entre os 12 e os 15 segundos”.

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