“É um passo que teria sido melhor ser dado antes, mas há um ditado espanhol que diz que ‘nunca é tarde se a notícia é boa'”, disse à agência noticiosa EFE o chefe da diplomacia espanhola, na capital do Egito, onde está numa visita de dois dias.

“É uma boa notícia que a Espanha possa, finalmente, ter um Governo”, realçou, sobre a decisão hoje tomada pelo PSOE de se abster na votação de uma nova investidura de Mariano Rajoy à frente do Governo de Madrid, o que viabiliza a formação de um novo executivo depois de dez meses de impasse político.

García-Margallo manifestou a esperança de que “esse espírito de colaboração possa resolver os problemas de Espanha e os problemas dos espanhóis que vão apresentar-se ao novo Governo dentro de dez ou 11 dias”.

Fontes do Comité Federal do partido revelaram hoje que o órgão mais importante entre congressos decidiu, por 139 votos a favor e 96 contra, a abstenção a uma nova candidatura à chefia do Governo de Mariano Rajoy, atual presidente do executivo de gestão e líder do Partido Popular (PP, direita).

O Congresso dos Deputados (parlamento) deverá reunir-se a partir de quarta-feira, esperando-se que uma primeira votação na quinta-feira chumbe a investidura do líder do PP, que, no entanto, passaria na segunda votação, prevista para sábado, com a abstenção dos deputados socialistas.

Os 85 deputados socialistas têm agora de decidir se vão abster-se em bloco ou se apenas 11 o irão fazer, os necessários para que a investidura de Rajoy seja possível.

No início de outubro, Pedro Sánchez demitiu-se de secretário-geral do PSOE, depois de ter defendido com firmeza o “não” a Rajoy contra os partidários da abstenção, que acabaram por sair vencedores.

Os defensores do “não” receiam que a decisão dos socialistas pode significar que a coligação de partidos radicais de esquerda Unidos Podemos, a terceira força mais votada, passe a liderar a oposição ao PP.

O rei Felipe VI realiza na segunda e na terça-feira uma ronda de consultas com todos os partidos com assento no parlamento para verificar se há condições para apresentar um candidato à investidura.

No caso de um novo Governo não entrar em funções até ao fim deste mês, Felipe VI teria de dissolver o Congresso dos Deputados e marcar eleições.

O PP foi o partido mais votado em 20 de dezembro de 2015 e em 26 de junho último, mas sem maioria absoluta ou os apoios necessários para formar Governo.

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