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De olhos postos num vulcão que não se pode controlar

Alexandra Antunes
Alexandra Antunes

Primeiro pequenos sismos, depois uma forte explosão, uma coluna de fumo e por fim a lava a correr. A notícia chegou no domingo: o vulcão Cumbre Vieja, nas Canárias, entrou em erupção. O fenómeno, que é sempre uma manifestação da natureza que atrai olhares curiosos, deixou em alerta a população local — e até Portugal, mais concretamente a ilha da Madeira.

O início das preocupações: Desde o início da semana que a ilha espanhola de La Palma — uma das oito ilhas do arquipélago das Canárias  — se encontrava em alerta amarelo devido ao risco de erupção vulcânica na zona. Ontem, o vulcão entrou em erupção (e fez-se sentir um sismo de magnitude 3,8 à superfície, sendo que desde 11 de setembro que vinham a ser registados milhares de pequenos sismos na periferia do Cumbre Vieja).

O que conta o passado: Desde que há registos históricos – a partir da conquista das Canárias, no século XV –, La Palma foi cenário de sete das 16 erupções vulcânicas registadas no arquipélago. A última ocorreu em 1971, em Teneguía, no sul da ilha, e durou 24 dias.

O perigo para a população: La Palma tem 85 mil habitantes. Quando começou a erupção, foi referido que os serviços de emergência estavam de prevenção para a eventualidade de terem de retirar cerca de um milhar de pessoas, número que posteriormente aumentou para 10.000. Contudo, esta manhã as autoridades frisaram que apenas cerca de 5 mil pessoas já tinham sido realojadas (incluindo 500 turistas), de forma a fugir dos impactos do vulcão (e não se espera que muitas mais tenham de sair das suas habitações).

Os estragos: Até agora, dezenas de casas foram destruídas pela lava do vulcão — que tem um fluxo com uma altura média de seis metros e que continua a correr em direção ao mar. Os meios de comunicação espanhóis falam em cerca de 100 casas afetadas, mas, apesar disso, não há vítimas a registar.

Portugal de olho nas Canárias: A ilha da Madeira encontra-se a 460 quilómetros de La Palma, pelo que seria possível que cinzas vulcânicas das Canárias chegassem a território português. Porém, o IPMA — que acompanha a situação — já referiu que tal "será muito pouco provável". Nos próximos dias, o arquipélago terá vento norte ou nordeste — e as Canárias ficam a sul, o que dificultaria esta propagação.

As ajudas: Dada a proximidade dos territórios, António Costa enviou no domingo à noite uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez, e manifestou a disponibilidade de Portugal para fornecer apoio após a erupção do vulcão. Também os governos da Madeira e dos Açores transmitiram a mesma mensagem.

As previsões: De acordo com os especialistas, citados pela comunicação social espanhola, a atual erupção vulcânica poderá durar semanas ou mesmo meses. Até lá, o fenómeno vai sendo registado e tentam-se atenuar os danos do que não se pode controlar.

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