A APPC está instalada desde 1974, em regime de usufruto por 70 anos, numa casa do século XX na zona de Arca d'Água cedida pela autarquia, mas o imóvel está, de acordo com Abílio Cunha, " muito degradado, apresentando-se pouco confortável e pouco acessível".

No edifício funciona também um Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) para 25 pessoas.

"A cada inverno sente-se o desconforto a aumentar", lamentou o presidente da APPC.

De um sonho "pensado desde há quatro ou cinco anos", nasceu, segundo Abílio Cunha, o projeto para ocupar um terreno na Rua do Conde de Campo Bello, na freguesia de Paranhos, "por cedência da autarquia portuense, e que fica nas traseiras da atual sede, mas do outro lado da Via de Cintura Interna".

O terreno tem uma área de 1.276 metros e “com um investimento de 1,7 milhões de euros queremos construir um edifício multifuncional com a afetação dos diferentes espaços a uma pluralidade de atividades/funções", explicou o dirigente.

O edifício terá três pisos e está pensado, disse à Lusa o presidente da APPC, "para servir também a comunidade universitária, nomeadamente os estudantes deficientes, com ou sem problemas de mobilidade, por exemplo do programa Erasmus, que ocuparão os pisos superiores".

Ao todo, serão 35 camas, sendo que cinco "estão reservadas para residência autónoma e as restantes para os estudantes universitários", precisou.

Os planos da instituição preveem ainda que no rés-do-chão sejam reservadas três salas para o CAO e um ginásio que, contou Abílio Cunha, "de dia servirá os utentes da APPC e depois do horário normal a população sénior de Paranhos".

"Queremos que o projeto possa ser mapeado como equipamento de interesse para a zona norte ou nacional e, com isso, após a abertura das candidaturas do quadro comunitário, integrá-lo nos fundos do Portugal 2020", esclareceu o responsável que há uma semana entregou na autarquia do Porto o projeto para análise.

Abílio Cunha frisou à Lusa que existem "outras formas de financiamento", elencando a "universidade, os institutos politécnicos, a câmara ou a Área Metropolitana do Porto" como possíveis parceiros para que a instituição possa dispor dos "15 por cento do valor que os fundos europeus deixam em aberto".

E enquanto o projeto não avança, a APPC "pediu à câmara e à Segurança Social a disponibilização de espaços a fim de que os serviços de apoio possam ser transferidos para lá".

"A câmara tem mostrado vontade de colaborar mas nem sempre os espaços sugeridos reúnem as condições adequadas", disse Abílio Cunha.

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