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Precisamos de reencontrar a arte. E de promover a arte do reencontro

António Moura dos Santos
António Moura dos Santos

É só no dia 9 do próximo mês que se sabe quem serão os derradeiros premiados da sétima arte para o ano de 2019, quando os Óscares voltarem às televisões de todo o mundo.

Hoje, porém, foi dado um passo definitivo no caminho rumo à atribuição das estatuetas mais desejadas de toda a cinematografia, já que a Academia divulgou hoje os seus nomeados. Sem surpresas, “Joker” lidera o grupo, mas “O Irlandês”, “1917” e “Era uma vez... em Hollywood” seguem bem próximo no número de nomeações.

Dado o gabarito dos concorrentes deste ano — de Joaquin Phoenix a Antonio Banderas, de Scarlett Johansson a Laura Dern, e de Martin Scorsese a Quentin Tarantino — é difícil fazer previsões e a futurologia está só ao alcance de alguns predestinados. Este humilde escriba gostava que “Parasitas” ganhasse mais que o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro ao qual está quase de certeza condenado, mas não custa nada sonhar. O que é certo é que o SAPO24 vai acompanhar a cerimónia como o tem feito noutros anos.

O que também é certo é que esta é uma plataforma de grande alcance para passar mensagens. Como Francisco Sena Santos hoje denotou, os Óscares continuam a falhar no seu propósito de premiar mais diversidade, mas, mais do que isso, passaram a tentar reduzir ao máximo o tempo de antena das suas figuras para falar sobre aquilo que mais lhes toca na alma.

“Seria bom que se deixassem desse tudo a correr e dessem tempo de fala a quem tem opiniões e sentimentos para expressar, como aconteceu com o “Joker” Joaquin Phoenix nos Golden Globes deste ano”, escreve Sena Santos no seu texto de opinião.

Como mencionei na semana passada, a própria validade daquilo que os artistas têm a dizer tem sido posta em casa, com acusações de vaidade e ignorância à mistura. Contudo, se todas as visões fossem tão estruturadas como a de Rui Caetano, mais púlpitos deveriam ser dados para as figuras culturais se continuarem a exprimir.

Preocupado com o panorama cultural português, o músico de Jazz conta numa grande entrevista como é necessário haver “investimento grande na educação musical, não só financeiro, mas investimento ideológico”, para mostrar que “a música é, de facto, importante” e não apenas um objeto de consumo.

Uma vida dedicada à arte, portanto. E falando de vidas em prol de causas maiores, o que dizer da de Pedro Neto? Tendo os direitos humanos como objeto superlativo, o presidente da Amnistia Internacional Portugal é o mais recente convidado do âmbito do projeto 20/30 e defende que o medo do desconhecido — leia-se, das populações migrantes — deve ser combatido com compreensão e respeito mútuo.

Se por um lado, “a integração traz sempre coisas boas para todas as pessoas, seja para as que estão, seja para as que chegam”, o seu contrário “é o que traz a separação, a diabolização, neste sentido etnológico de separação”, diz ao SAPO24.

É nesse intuito de construir pontes, e não queimá-las, que Marcelo Rebelo de Sousa se deslocou numa visita oficial a Moçambique. A agenda do Presidente da República está repleta e energia não parece faltar a Marcelo. Entre apelos ao investimento e pastéis de nata, o chefe de estado já começou a deixar marca da sua habitual irrequietude no país africano, no primeiro de cinco dias.

Amanhã, a agenda passa por visitar a exposição “Português de Moçambique no Caleidoscópio” no Centro Cultural Português, almoçar com personalidades locais, visitar a Escola Portuguesa e reunir-se com a Comunidade Portuguesa.

E falando de encontros e reencontros com a comunidade portuguesa, ontem deu-se a primeira de oito datas em que Madonna voltou a cantar para os seus fãs lusitanos. Inquilina lisboeta desde 2017, a super estrela da pop retornou à capital para uma residência no Coliseu dos Recreios e amanhã segue-se o próximo espetáculo.

Bilhetes quase não os há, e os que sobram atingem preços proibitivos. O melhor mesmo talvez seja mesmo imaginar-se lá a vibrar. Chegue os móveis para o lado e faça da sala uma pista de dança. Nós damos o mote.

O meu nome é António Moura dos Santos e hoje o dia foi assim.

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