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A chama está acesa, mas a cerimónia foi de combustão lenta

Rita Sousa Vieira
Rita Sousa Vieira

Os Jogos Olímpicos, os XXXII Jogos da Era Moderna, estão inaugurados. Como manda a tradição, a cerimónia de abertura marca o início das provas, ainda que para confusão de alguns, modalidades como o futebol já tenham pisado a relva.

Numa breve passagem por vários meios internacionais, as opiniões não diferem muito. Zzzzzzz, desfile, nunca mais é a vez de Portugal, drones, fim. Talvez seja um problema de gestão de expectativas e todas as análises que hoje são cuspidas sejam tremendamente injustas. Como comentava um colega desta 'casa', positivo foi já ter acontecido. Isto porque não só foi adiada um ano como, nas véspera, a hipótese dos Jogos voltarem a ser adiados não era descartada.

Tóquio2020 será sempre o irmão mais novo, até por ser o último. Não lhe vão escapar comparações, de quem tem na ponta da língua todas as cerimónias que a memória permite. Rio2016 teve mais cor, mea culpa nesta frase, Londres 2012 isto, Pequim2008 aquilo. Atlanta1996 é que foi, já para não falar de Barcelona1992. Acho que já se percebeu, não é preciso continuar.

Ainda que outras edições das olimpíadas tenham sido marcadas por registos menos positivos na história — I e I Guerra Mundial (1916, 1940 e 1944), Guerra Fria e boicotes (1980 e 1984) ou o Massacre de Munique (1972) —, é a primeira vez que se organiza uns Jogos no meio de uma pandemia que os condicionam de inúmeras formas. Tal forma que é a primeira vez que acontecem à porta fechada, com as provas a terem as bancadas tão vazias como estiveram hoje as do Estado Olímpico.

A falta da moldura humana a juntar a um registo melancólico, soturno, por vezes, faz com que esta cerimónia de abertura fique recordada com algum amargo de boca. Falo por mim, não querendo ser microfone de ninguém, mas o momento dos mais de 1800 drones era o que esperava para boa parte da cerimónia. Tecnologia, futuro, Japão. Expectativas, lá está.

Mas que o brilho que faltou hoje nos ofusque nas próximas duas semanas. Que a mais bonita festa do desporto seja isso mesmo, a cada prova, no cantar de cada hino, na bagagem que cada atleta traz do país do sol nascente. Que o adversário invisível, esse vírus que teima a querer estragar os planos, como os do surfista português Francisco Morais, que fica em terras lusas por ter testado positivo, seja derrotado. E que os recordes batidos em Tóquio não sejam os de infeções.

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