O BE questionou hoje se "o Serviço Nacional de Saúde pode voltar a andar de cravo ao peito" ou se haverá cedência à pressão presidencial na Lei de Bases da Saúde, considerando que "o espírito de Abril está bem vivo".
O deputado único do PAN, André Silva, avisou hoje, na cerimónia do 25 de Abril, que se está a viver acima das capacidades do planeta e que "a bancarrota ambiental está a anunciada", considerando que "o ambiente pede revolução".
O deputado do CDS-PP Filipe Anacoreta Correia defendeu hoje que os políticos devem pautar-se por uma “ética exigente” e advertiu que a “promiscuidade com o poder” é incompatível com a “dignidade democrática”.
O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que os novos movimentos políticos populistas e sindicais radicais têm “muito mais destaque” dos que os tradicionais, afirmando que se dá “mais atenção à bizarria”.
O editorial de hoje do Jornal de Angola é dedicado à "Revolução dos Cravos", em que se considera que celebrar o 25 de Abril de 1974 é "observar uma efeméride que também diz respeito aos povos das ex-colónias portuguesas".
Marcelo Rebelo de Sousa elogiou na quarta-feira o caráter pacífico da democracia portuguesa, dizendo ter orgulho em ser um Presidente da República que pode andar à vontade pelo país, fator que diz ser admirado por cidadãos estrangeiros.
O Presidente da República faz hoje o seu quarto discurso na sessão solene do 25 de Abril no parlamento, ocasião que tem aproveitado para fazer alertas e expressar preocupações com o sistema político.
O 25 de Abril, golpe que ditou a queda da ditadura, em 1974, começou a ser comemorado no parlamento em 1977, numa sessão que ainda reflete as divisões da “revolução” e até entre as várias esquerdas.
A Assembleia da República assinala hoje o 45.º aniversário da “Revolução dos Cravos” com a habitual sessão solene no hemiciclo, de manhã, e à tarde abre as portas ao público.
O primeiro-ministro afirmou que há hoje uma "grande reconciliação nacional", que já permitiu voltar a juntar quem se tinha afastado no período pós-revolucionário, e que a sua geração tem uma dívida eterna aos militares de Abril.
Exposições sobre Zeca Afonso e a resistência antifascista, espetáculos com os grupos Diabo na Cruz e PAUS e um concerto integrado na iniciativa “Vozes de Abril” animam as comemorações do 25 de Abril em Évora.
A residência oficial do primeiro-ministro volta a estar aberta ao público no feriado de 25 de Abril, quinta-feira, com um programa que inclui um concerto de António Zambujo e leitura de poemas de Sophia de Mello Breyner.
Domingos Abrantes e José Pedro Soares são dois dos 2400 presos que passaram pela cadeia política da Fortaleza de Peniche, que figuram num mural a ser inaugurado no dia 25 de Abril, pelo primeiro-ministro e a ministra da Cultura.
Artistas portugueses e checos vão celebrar a democracia e a liberdade de expressão conquistadas pelas revoluções dos dois países na exposição "Cravos e Veludo", que é inaugurada a 29 de abril em Praga, na República Checa.
A instalação do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade na Fortaleza de Peniche era aguardada há 43 anos pelos antigos presos que por lá passaram ao longo de quase meio século da ditadura em Portugal.
Um memorial aos que foram presos e perseguidos, um roteiro dos lugares da revolução e um festival político estão presentes, este mês, no programa "Abril em Lisboa" para assinalar os 45 anos do fim da ditadura, hoje anunciado.
Um “tributo a Salgueiro Maia” abre, na quarta-feira, o programa das comemorações do 25 de Abril em Santarém, que repete a reconstituição, na noite do dia 24, da saída da coluna militar que o “capitão de abril” comandou até Lisboa.
"Palavril", conjugação de Palavra-Abril, é o nome da chaimite que, a partir de 1 de abril, estará exposta junto ao edifício mais recente da Assembleia da República, em Lisboa, numa homenagem ao 25 de Abril de 1974.
O primeiro-ministro, António Costa, alterou hoje a letra de uma das mais famosas canções de Chico Buarque para sustentar que, 45 anos após a revolução de Abril, a festa da democracia continua "bonita" em Portugal.
As obras na Ponte 25 de Abril, com início no final de 2018 e a duração de dois anos, vai obrigar a cortes de trânsito em maio e outubro de 2019, segundo o presidente das Infraestruturas de Portugal (IP).
Portugal foi governado durante décadas por um ditador. Muitas pessoas sentem saudades de Salazar, dizendo que ele fez muitas coisas boas. Se calhar estas pessoas é que têm razão e conseguem enxergar a bondade em quem roubou, torturou e matou.
A cada ano, a desvalorização que muitos fazem do 25 de Abril mostra como as cabeças não foram descolonizadas. E enquanto não forem continuará a ser muito difícil travar alguns debates em Portugal. Continua a ser possível, por exemplo, falar-se em Museus dos Descobrimentos e outras pérolas.
O Presidente da República disse hoje que no 25 de Abril fez um discurso de prevenção de "populismos, messianismos e sebastianismos", tendo em conta o quadro internacional, como bem compreendeu um jovem de 20 e poucos anos.
Ontem celebrámos a liberdade, mas a que liberdade podem aspirar aqueles que hoje não têm nem memória do 25 de Abril, nem condição económica para ter direito ao sonho?