No Brasil, o juiz que partilha o nome mas que não é capitão do FC Porto, Danilo Pereira, ordenou ao início desta noite a libertação do ex-presidente brasileiro Lula da Silva — que até já discursou sobre a "safadeza" do "lado podre" da justiça brasileira. Está mais do que visto que durante o fim de semana vai haver espaço para muitas palavras sobre o futuro do país irmão. Todavia, hoje, essas não serão as minhas. Porque no meio de todo este reboliço que promete virar a política e o Brasil do avesso, dei por mim em plena batalha com uma página em branco do Word — e num limbo cerebral. Sem palavras, sem ideias. Num autêntico frenesim de (des)criatividade.

Em abono da verdade já tinha ouvido falar que existia. Já tinha lido que acontecia a quem tem o seu ganha-pão na criatividade da ponta dos dedos. Porém, em toda a honestidade, nunca me tinha acontecido. Foi um devaneio mental de tal ordem que dou por mim a pesquisar "writer’s block" ou "bloqueio criativo" em famosos motores de busca. A minha companheira na dança da vida (Olá, Anita!) diz vezes sem conta que um dos meus maiores talentos é arranjar as melhores desculpas absurdas que já ouviu para não ter feito as coisas que me pede. (Apesar de lhe explicar vezes sem conta que à quarta-feira à noite tenho de jogar FIFA para atingir a primeira divisão da Division Rivals — não há tempo para FUT Champs). Porque posso até nem escrever nada com jeito, mas as palavras lá costumam respingar umas a seguir às outras. Agora… nada? Página em branco? O dedo não mexe? O teclado sem fazer barulho? Nunca tinha acontecido.

Serve toda esta bela música de embalar para indicar que, já que não as tenho, remeto para quem as teve. A entrevista da Margarida à Joana Gíria, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), é um desses casos. A pergunta "não tens uma mulher lá em casa que trate disso?" é uma que muitas vezes é dirigida a homens trabalhadores, mas que não pensamos ser tão normal.

Mais: Como alguém que nasceu no Oeste e ao pé da praia, não tinha como não sugerir esta bela história. Nem que seja porque é uma "até quebrar ao meio". E de surfar as ondas da Nazaré apenas com o corpo. Sim, há quem ande sem medo no meio dos surfistas de ondas grandes. "É um ponto minúsculo na praia do Norte que enfrenta o Canhão da Nazaré de peito aberto". A ler, aqui.

Por fim, "ainda" um bocadinho de Web Summit. Porque eles existem e andem aí. Falo dos influenciadores digitais. Há muitos, pelos vistos. E ao que parece são quase tantos quantos nós portugueses ou não fossem eles 9 milhões no mundo inteiro. Só que, afinal, aquilo é uma profissão de gente sem talento ou dos mais talentosos? Mas há mais artigos no SAPO24 a considerar uma espreitada sobre a cimeira tecnológica: é que alguns empreendedores estão a deixar os banqueiros com os cabelos em pé e já há quem debata se deve ou não existir uma declaração universal sobre o direito aos nossos… dados. Só que giro, giro, é perceber como é que tudo é acontece neste jogo de bastidores que a maior parte desconhece.

Mas como esta rúbrica do Hoje também é sobre o amanhã, e como dizem que vai estar frio e mau tempo durante o fim de semana, deixo algumas sugestões para acompanhar um serão no conforto do lar:

Na Netflix: "The Devil Next Door". É uma série documental que conta a história de John Demjanjuk, um avô de Cleveland, nos Estados Unidos, acusado de ter escondido a sua verdadeira identidade — de um guarda de um campo concentração Nazi. Mas não dum qualquer. Demjanjuk é acusado de ser Ivan, o Terrível.

Na HBO Portugal: "Mundos Paralelos". Já está disponível na plataforma o primeiro episódio da série baseada na trilogia literária de Philip Pullman. Supostamente vem para preencher o espaço vazio deixado pela "Guerra dos Tronos", mas, avaliando pelo que se passou nos primeiros 60m, a coisa ainda tem muito que pedalar. No entanto, um episódio morno não faz esmorecer o interesse.

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