“Jornalismo é quando pessoas contam a outras pessoas histórias sobre pessoas”.

A frase não é exatamente assim, a minha memória está a atraiçoar-me. De qualquer forma, ia soar muito melhor se dita pelo seu autor.

Ouvi-a vezes sem conta durante o curso. Chegava-me pela voz de um professor por quem tenho uma admiração imensa e que “adotei” como mentor para a vida. Uma pessoa daquelas que é um privilégio ter na vida.

Pessoas. É quase sempre sobre pessoas.

Quando é sobre lugares, é sobre o que as pessoas fazem com eles.

Se se trata de saúde, é da saúde de pessoas que falamos.

Política? Decisões tomadas por pessoas que têm impacto na vida de tantas pessoas (como o caso do Brexit, no Reino Unido, um país que alguns líderes acreditam ter a "capacidade de suportar o insuportável", lembra José Couto Nogueira).

O objetivo não é colocar-nos acima de tudo e todos - longe disso! É tão-somente ajudar-nos a manter vivos em nós o respeito, a sensibilidade, a responsabilidade, a empatia… pelas outras pessoas. É que, afinal, na nossa missão de jornalistas, cada artigo que pomos cá fora, cada decisão que tomamos, cada palavra que escrevemos toca a vida de alguém — às vezes, de muitos “alguéns”.

Aqui e ali, à escala mundial e no nosso quilómetro quadrado.

No mundo, quando noticiamos que os casos de sarampo estão a aumentar a um ritmo “preocupante” e que a doença está a ressurgir em quatro países europeus onde tinha sido considerada eliminada. O escasso acesso aos cuidados de saúde e a desconfiança relativamente às vacinas são dois dos motivos apontados para estes valores. Quem nos alerta é a Organização Mundial de Saúde.

Ali em Itália, onde o ministro do Interior autorizou o desembarque de mulheres, crianças e doentes a bordo de um navio humanitário.

Também ali no Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que proíbe as queimadas em todo o país durante dois meses — e onde os incêndios e a “indignação dos governos europeus” são uma “oportunidade para os leitores conhecerem um pouco mais a região amazónica”, como pode ler no artigo de opinião de Irineu Ramos.

Mas também no nosso quilómetro quadrado, onde um festival começa hoje a dar música às muralhas do nosso país. É a décima vez em Leiria e a primeira dentro do Mosteiro da Batalha.

Aqui e ali, com pessoas, sempre com pessoas, hoje o dia foi assim, por Margarida Alpuim.

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