"As negociações são difíceis, o lado ucraniano muda constantemente de posição. É difícil evitar a impressão de que os nossos colegas americanos estão a segurar as mãos deles", disse o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, num discurso dirigido a estudantes em Moscovo.

"Os americanos partem simplesmente do princípio de que não é proveitoso para eles que este processo termine rapidamente", acrescentou.

"Muitos gostariam de garantir que as negociações entrem num beco sem saída", disse o chefe da diplomacia russa, que citou a Polónia, um dos principais apoiantes da Ucrânia, como país interessado.

"Os países ocidentais querem desempenhar o papel de mediadores. Não somos opositores por princípio, mas temos linhas vermelhas", continuou Lavrov.

O ministro russo também criticou os países ocidentais que estão "a encher a Ucrânia de armas" destinadas, segundo Lavrov, a "manter pelo maior tempo possível" Moscovo e Kiev num "estado de combate".

O governante também afirmou que as sanções ocidentais anunciadas contra o país desde o início da ofensiva na Ucrânia têm o objetivo de "suprimir a Rússia como o obstáculo a um mundo unipolar".

"Tudo isso foi feito não pela Ucrânia, mas pela ordem mundial que os Estados Unidos querem dominar", completou.

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