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O Governo entregou esta segunda-feira, 12 de outubro, na Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2021 (OE2021). Ponto por ponto, este é o seu guia. De A a T — ou do Ambiente aos Transportes — é isto que vai mudar e pode mexer na sua carteira ao final do mês.
Ambiente
- O Governo vai manter os apoios a veículos de baixas emissões, que abrange automóveis e motas, convencionais ou elétricos, e bicicletas.
Animais
- O Governo vai criar a figura do provedor do animal de companhia e transferir mais de cinco milhões de euros para a administração local para apoiar os canis.
Ciência e Ensino Superior
- As instituições científicas e de ensino superior vão ficar isentas de pagar IVA nas atividades relacionadas com a contenção da propagação da Covid-19 (ler mais).
- O valor mínimo das propinas no ensino superior vai manter-se inalterado.
Consumo
- O IVA pago com atividades desportivas e em ginásios vai passar a ser descontado parcialmente no IRS em moldes semelhantes à dedução que atualmente é conferida aos gastos em restaurantes, oficinas, cabeleireiros e veterinários (ler mais).
- IVAucher. O IVA pago pelos consumidores gastos com alojamento, cultura e restauração realizados durante um trimestre vai poder ser descontado nos consumos realizados nestes mesmos setores durante o trimestre seguinte (ler mais).
Cultura
Proposta prevê mecenato cultural extraordinário e "raspadinha' do Património (ler mais).
- Governo define 2021 como "um ano de lançamento de importantes instrumentos de política cultural" (ler mais).
Será criado um estatuto dos profissionais da Cultura, cuja proposta a ministra da Cultura se comprometeu a apresentar ao setor até final deste ano (ler mais)
Educação
- O Governo quer contratar mais três mil funcionários nas escolas no próximo ano.
- O Governo vai aumentar o número de vagas gratuitas em creches, passando a estar abrangidas as crianças de famílias até ao 2.º escalão de rendimentos (ler mais).
Empresas
- As entidades ligadas a 'offshore' ficam excluídas dos apoios públicos criados no âmbito das medidas excecionais e temporárias da pandemia covid-19
- As grandes empresas, com lucros em 2020, que recorram a apoios públicos ou usufruam de determinados benefícios fiscais não podem despedir trabalhadores e terão de manter em 2021 o nível de emprego registado em 01 de outubro de 2020.
Habitação e alojamento local
- As casas retiradas do alojamento local ou outra atividade empresarial deixam de estar sujeitas a imposto sobre as mais-valias, mesmo que não sejam canalizadas para o arrendamento habitacional (ler mais).
- O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) vai receber 10 milhões de euros para recuperação do património do Estado para fins habitacionais e de 317,6 milhões de euros para políticas de promoção de habitação.
Impostos
As tabelas de retenção na fonte do IRS vão ser reduzidas em 2021 num valor equivalente a 200 milhões de euros.
Redução permanente da taxa de IVA da eletricidade vai representar uma poupança para as famílias de 150 milhões de euros no próximo ano.
Portagens
- Será implementado um sistema de descontos nas taxas de portagens, por forma a garantir a uniformização das reduções existentes, com descidas mais significativas nos veículos ligeiros. Esta medida dirige-se às vias ex-SCUT, situadas preferencialmente em territórios do Interior.
Pensões
- As pensões mais baixas voltam a ter no próximo ano um aumento extraordinário até seis e 10 euros, mas só a partir de agosto (ler mais).
Saúde
- As máscaras de proteção respiratória e o gel desinfetante cutâneo vão continuar sujeitos à taxa reduzida do IVA no próximo ano (ler mais).
- Atribuição de um subsídio extraordinário de risco no valor máximo de 219 euros aos profissionais de saúde que trabalhem em áreas dedicadas à covid-19.
- Governo vai avançar com a contratação de 261 profissionais para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e 4.200 para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) (ler mais).
- Reforço do investimento nas unidades de cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) até 90 milhões de euros.
- Dispensa do pagamento das taxas moderadoras nos cuidados de saúde primários, medida que terá um impacto financeiro de 47,3 milhões de euros.
- Lisboa Oriental, Seixal, Sintra, Alentejo e Madeira. Governo quer arrancar com vários hospitais até 2023 (ler mais).
Trabalho e Segurança social
- O novo apoio social de resposta à crise pandémica. Serão abrangidos pelo novo apoio os trabalhadores por conta de outrem, incluindo os do serviço doméstico e também os trabalhadores independentes que, a partir de 1 de janeiro de 2021, vejam o seu subsídio de desemprego terminar. (ler mais).
- O limite mínimo do subsídio de desemprego vai subir no próximo ano dos atuais 438,81 euros para um valor próximo de 505 euros (ler mais).
- O Governo vai poder anular as dívidas à Segurança Social com 20 ou mais anos ou cujo valor seja inferior a 50 euros e tenha 10 ou mais anos (ler mais).
- ACT vai notificar grandes empresas sobre desigualdade de género nos salários (ler mais).
- A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, juntamente com o Instituto de Segurança Social e o Instituto Nacional para a reabilitação, vai criar uma agência de emprego para pessoas com deficiência de modo a potenciar a contratação destas pessoas (ler mais).
Transportes
- O Fundo Ambiental prevê atribuir mais de 36 milhões de euros para o Metropolitano de Lisboa, para financiar a expansão da rede e adquirir novos comboios.
- Investimento de 384 milhões de euros em infraestruturas ferroviárias: 147 milhões de euros ao Corredor Internacional Sul, 99 milhões de euros ao Corredor Internacional Norte, 78 milhões de euros ao Corredor Norte-Sul e 60 milhões de euros a Corredores Complementares.
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