Pling!

Madrugada ainda em Portugal e os meios internacionais enviavam notificações para dar conta de um ataque ordenado por Donald Trump contra um comandante de uma força de elite iraniana chamado Qassem Soleimani. O general morreu, assim como o ‘número dois’ da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis.

Ainda estavam várias perguntas para responder e o Irão prometia uma "vingança implacável", primeiro pela voz do líder supremo do país, o ayatollah Ali Khamenei, depois pelo Presidente Hassan Rohani, reforçada mais tarde pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional. Quando? "No lugar certo e na hora certa”, dizem.

Trump respondeu, via Twitter, a estas ameaças com uma provocação: "já devia ter sido morto há vários anos", escreveu o Presidente dos Estados Unidos.

Mas afinal quem é este homem? É um "misto de James Bond, Erwin Rommel e Lady Gaga", explicou um analista da CIA. Comandante da força de elite iraniana Al-Quds da Guarda Revolucionária, era um militar grande influência negociações políticas iranianas no exterior. Internamente, era uma das pessoas mais populares do Irão e chegou mesmo a considerar-se que poderia vir a disputar as eleições presidenciais de 2021 — boato que este fez questão de desmentir.

E para os Estados Unidos? Era persona non grata. "O general Qassem Soleimani matou ou feriu gravemente milhares de americanos durante um largo período de tempo, e estava a planear matar muitos mais", escreveu Trump. Esse será, ao que se sabe, o motivo do ataque: segundo o pentágono, Soleimani estava “ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviço norte-americanos no Iraque e em toda a região”.

Que Irão e Estados Unidos não estão frequentemente na mesma página não é novo. Washington tem vindo a impor fortes sanções económicas ao país do Médio Oriente como retaliação ao programa nuclear. De recordar que os Estados Unidos romperam, em 2018, o acordo nuclear com o Irão, celebrado em 2015, por considerarem que os iranianos não estavam a cumprir os seus ditames e acusam o país de estar a financiar várias organizações terroristas na região.

Mas a tensão escalou vertiginosamente esta sexta-feira com o ataque ordenado por Trump. A Rússia, França e China não apenas alertaram para as consequências da iniciativa norte-americana, como pediram calma a todas as partes envolvidas. O secretário-geral da ONU, António Guterres, avisou hoje que “o mundo não pode permitir outra guerra no Golfo" e o presidente do Conselho Europeu, o belga Charles Michel, exigiu que evitasse "uma maior escalada [da violência] todo o custo".

Razão para dizer que assistimos hoje a um clássico "agarrem-me que eu vou-me a ele" da diplomacia internacional — e que para bem de todos era bom que não passasse disso.

Por cá, depois da saída de Cristina Ferreira da TVI, a estação de Queluz levou mais um "tiro no porta-aviões", isto para manter a terminologia militar.

Falo do regresso do humorista Ricardo Araújo Pereira à SIC, acompanhado de todo o elenco do "Governo Sombra".

"Este regresso à SIC é muito gratificante para mim porque eu sempre quis conhecer as Laveiras e nunca se proporcionou". Ora bem, Ricardo a ser Ricardo.

Mas a TVI diga-se, anunciou hoje uma nova contratação: O jornalista Nuno Santos, que estava na direção-geral do Canal 11, vai assumir a direção de programas nas próximas semanas, substituindo Felipa Garnel no cargo.

O dia ficou ainda marcado por mais uma agressão a médicos — a terceira em menos de duas semanas —, no Hospital São Bernardo, em Setúbal (sendo que agressores e agredidos têm versões diferentes do acontecido).

Assumindo que por esta altura esteja a contar os minutos para entrar no fim de semana, apenas algumas notas:

  • No domingo, pelas 17h30, Sporting e Porto defrontam-se em Alvalade, em jogo a contar para a I Liga;
  • Também no domingo, destaque para a 77.ª edição dos Globos de Ouro. Ricky Gervais será o anfitrião e a Netflix domina as nomeações com os filmes “Marriage Story”, de Noah Baumbach, e “O Irlandês”, de Martin Scorsese;
  • Falando em filmes, se estiver com vontade de passar um serão em frente ao grande ecrã recomendo a crítica do Abílio dos Reis ao novo filme de Clint Eastwood.

O meu nome é Inês F. Alves e Hoje o Dia foi Assim.

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