• Greve terminou, ao início desta manhã, após acordo entre ANTRAM e sindicato, anunciou o Governo. (ver +) "A normalização da greve será gradual, não será imediata", garantiu Pedro Nuno Santos, Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, em conferência de imprensa.
  • A "maratona" negocial começou às 17h de quarta-feira, com uma reunião, no Ministério do Trabalho, entre o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Governo, e terminou às 7h da manhã de quinta-feira, no Ministério das Infraestruturas, com a presença do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.
  • O Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas estima que o abastecimento de combustível a nível nacional fique normalizado dentro de dois dias. (ver +) No entanto, a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) afirmou hoje à Lusa que repor a situação existente antes do início da greve pode demorar até cinco dias, mas a partir desta tarde deverá retomar-se a normalidade dos abastecimentos. “Acreditamos que [regularizar] tudo, portanto uma situação igual à existente antes do início da greve, poderá demorar até cerca de cinco dias, mas grande parte das situações estarão regularizadas antes disso”, disse à Lusa António Comprido, da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro).
  • Os constrangimentos ao funcionamento das empresas de transporte rodoviário vão manter-se até à normalização da reposição do combustível, apesar do anunciado fim da greve dos motoristas, alertou a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros. (ver +)

Dos serviços mínimos à corrida aos postos de abastecimento, a greve em alguns pontos

  • Ao início do dia de hoje, 18 de abril, foi anunciado que os serviços mínimos seriam alargados a todo o país, prevendo-se a realização de 40% das operações normais de abastecimento de combustíveis (ver +). ANTRAM reitera que só discute reivindicações após fim da greve (ver +).
  • O Governo anunciou esta quarta-feira, 17 de abril, a criação de uma rede de 310 postos prioritários de abastecimento no país e afirmou que os serviços mínimos da greve dos motoristas de matérias perigosas serão alargados a todo o território. Veja aqui a lista completa. A medida surgiu depois de uma reunião da Concertação Social que envolveu o ministro do Trabalho,  o SNMMP, que convocou a greve, e a ANTRAM, que representa as entidades patronais, sendo que Vieira da Silva disse que ambas as partes “contribuíram com propostas positivas”, mas admitiu não saber se um acordo será possível. (ver+).
  • O abastecimento nesta rede de 310 postos de combustível definidos como prioritários estará limitado a 15 litros de gasolina ou de gasóleo por veículo, segundo o Ministério do Ambiente (ver+).
  • Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizaram para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.

  • No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), foram definidos os serviços mínimos.

  • Gerou-se a corrida aos postos de abastecimento de combustíveis provocando congestionamento nas vias de trânsito. No site janaodaparaabastecer.vost.pt, da plataforma VOST Portugal, pode pesquisar, por posto de combustível, aqueles que estão encerrados e, nos ainda abertos, quais os combustíveis que já esgotaram.
  • As centrais sindicais UGT e CGTP consideraram esta quarta-feira (18) que a greve e as reivindicações dos motoristas de matérias perigosas, convocada pelo SNMMP, são “justas e legítimas”, acusando a ANTRAM de estar a agravar o conflito. (ver+)
  • Após a requisição civil, os militares da GNR mantiveram-se de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível pudessem abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.
  • A PSP reforçou o policiamento em cerca de 400 postos de abastecimento de combustíveis, para prevenir perturbações da ordem pública e no trânsito, nos aeroportos e refinarias, num total de mais de mil elementos destacados. A mesma fonte da polícia confirmou que 16 condutores da PSP asseguraram a condução de transportes de matérias perigosas e que continuarão a fazê-lo até domingo (ver+).
  • O setor turístico já começa a ressentir-se dos efeitos da greve. De acordo com a AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, hotéis e restaurantes estão a enfrentar “dificuldades” em assegurar o abastecimento de produtos essenciais. (ver+) Já antes a Confederação do Turismo de Portugal tinha alertado para prejuízos que a greve vai trazer à economia, sobretudo por ocorrer na semana da Páscoa. (ver +) Também os presidentes do Turismo do Porto e Norte (ver+), do Turismo do Centro (ver+) e do Turismo do Alentejo e Ribatejo (ver+) manifestaram preocupação.
  • Greve traz à memória bloqueios de camionistas que pararam o país. Entre 9 e 11 de junho de 2008, as principais estradas portuguesas ficaram bloqueadas por centenas de pesados de mercadorias, uns em piquetes de greve e outros impedidos de circular pelos colegas camionistas, que protestavam contra a escalada do preço dos combustíveis, numa ação que levou o então primeiro-ministro, José Sócrates, a sentir o "Estado vulnerável”. Durante o protesto, centenas de pesados de mercadorias bloquearam as vias, deixando os supermercados com as prateleiras vazias e os postos de abastecimento de combustível ‘secos’. (ver +)

Transportes públicos e aeroportos

  • A greve deixou o aeroporto de Faro sem ser abastecido desde segunda-feira. O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, ficou sem abastecimento de combustível às 12:00 desta terça-feira tendo, cerca das 19:30, oito camiões cisterna que abasteceram na Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, concelho de Azambuja, saído em direção ao aeroporto, escoltados pela GNR. Hoje, a a ANA - Aeroportos confirmou que o fornecimento foi retomado em Lisboa e em de Faro, mas ainda aquém das necessidades diárias habituais.
  • O Aeroporto do Porto não está a sentir os efeitos da greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, dado ser abastecido por 'pipeline' diretamente da Refinaria de Leça da Palmeira, em Matosinhos.
  • Pelo menos 31 aviões que saíram de aeroportos portugueses realizaram esta quarta-feira (18) “escalas técnicas” para se abastecerem de combustível em aeródromos espanhóis
  • Transtejo e Soflusa acionam plano de contingência para abastecimento via marítima. “O plano de contingência da TTSL está em curso, encontrando-se garantido o abastecimento dos navios da frota”, avançou a administração, comum a ambas as empresas de transporte fluvial.
  • A Transportes Sul do Tejo (TST) informou que interrompeu, na quarta-feira as carreiras que ligam Setúbal, Palmela e Pinhal Novo a Lisboa, e só as vai retomar a partir das 16:30, no sentido de Lisboa para a Margem Sul. (ver +) Estas quinta-feira, estas carreiras (números 561, 562, 563 e 564) não serão efetuadas, devido à falta de combustível.(ver+)
  • A Transdev, empresa que assegura transporte público sobretudo em concelhos do Norte e Centro do país, também admitiu poder ser forçada a alterar a sua oferta. (ver+)
  • A Rodoviária do Tejo vai suprimir, a partir desta quinta-feira, algumas carreiras, fora das horas de maior procura, para tentar assegurar combustível para o transporte escolar na próxima semana, disseram fontes da empresa. Marco Henriques, da Direção Operacional (DOP) de Santarém da Rodoviária do Tejo, disse à Lusa que, se se mantiver a impossibilidade de abastecimento nos postos da região até terça-feira, mesmo reduzindo os serviços nos próximos dias, haverá “muita dificuldade” em assegurar o transporte dos alunos. (ver+)
  • A Rodoviária do Alentejo disse ser capaz de assegurar o serviço em toda a região, “pelo menos, até domingo de Páscoa”, tendo em conta a quantidade de combustível que os autocarros ainda têm nos depósitos e o que está armazenado nos reservatórios da empresa.
  • A Barraqueiro Transportes avançou com supressões de carreiras a partir de quinta-feira. As supressões vão até aos 50% nas carreiras locais, urbanas e interurbanas do serviço público, mas está garantida a oferta das inter-regionais para Lisboa, disse hoje fonte da empresa (ver+). A Ribatejana, operadora do grupo que serve a Lezíria do Tejo, publicou a sua lista completa de supressões. Entretanto, com o fim da greve, a empresa anunciou que vai alterar o plano de supressões a partir de sexta-feira. Entre sexta-feira e domingo, “não se vai fazer cortes e vai-se manter a oferta prevista”, disse à agência Lusa Laurinda Martins, em nome da administração da empresa. A partir de segunda-feira, a Ribatejana Verde, Barraqueiro Oeste, Mafrense e Boa Viagem, empresas pertencentes à Barraqueiro Transportes, “contam retomar a normalidade das carreiras se forem reabastecidas” com combustível.
  • Os Transportes Coletivos do Barreiro (TCB) também anunciaram que garantem a normalidade do serviço até amanhã, quinta-feira, explicando que estão a “encetar esforços” para que possa ser feito o regular abastecimento de combustível. Os TCB referem que vão informar, com a antecedência possível, sobre “eventuais perturbações que possam ocorrer”. (ver+)
  • Taxistas pedem ao Governo “solução urgente” para abastecerem as viaturas. De acordo com o presidente da FPT, Carlos Ramos, o setor do táxi está “neste momento à procura de uma solução” para abastecer as viaturas, nomeadamente nos grandes centros urbanos. “Queremos que nos arranjem uma solução em especial nos grandes centros urbanos ou os táxis vão parar. Temos colegas horas nas filas para abastecer e depois não há combustível, a Administração Pública e o Governo têm de garantir que há sítios para abastecer as viaturas”, afirmou Carlos Ramos, em declarações à agência Lusa. O presidente da FPT sugere que os táxis possam abastecer nas reservas das empresas de transportes públicos.

Saúde, Telecomunicações e Serviços

  • O INEM apelou aos cidadãos para que deem prioridade aos veículos de emergência médica nos postos de abastecimento.
  • Os distribuidores de medicamentos decidiram suprimir, nalguns casos, a segunda e a terceira entrega diária de medicamentos nas farmácias, devido à greve. A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) pede medicamentos no serviço mínimo para evitar situação grave. (ver+)
  • A Altice Portugal anunciou ter acionado o Gabinete de Crise com um plano preventivo de contingência para, perante a crise energética, garantir a normalidade das telecomunicações e serviços de interesse público como TDT, SIRESP e 112. (ver +)
  • A Associação das Empresas Portuguesas para o Setor do Ambiente (AEPSA) alertou hoje para “as graves consequências” da greve dos motoristas, sobretudo no setor de recolha e tratamento de resíduos, pedindo uma “resposta política urgente”. Em causa está “o risco de paragem de serviços de recolha, tratamento e valorização de resíduos sólidos urbanos” por todo o território (ver+). O mesmo aviso foi dado pela Lipor, visando especificamente a zona do Grande Porto (ver+). Já em Castelo Branco, Luís Correia, presidente da Câmara, garantiu que a falta de combustível não vai afetar o serviço de recolha de resíduos no concelho até à próxima semana (ver+).
  • No que toca aos serviços funerários, o presidente da direção da Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL) disse hoje que devido à escassez de combustíveis nos postos de abastecimento poderão ter de recusar trasladações se não existirem garantias de poderem efetivá-las (ver+).

Local

  • As autarquias estão preparadas para a greve dos transportadores de combustível "na medida do possível", uma vez que a paralisação foi "inopinadamente desencadeada", disse hoje o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado (ver +)
  • Transporte público limitado às horas de ponta em 5 concelhos do Alto Minho. Estamos com dificuldade em garantir o abastecimento de combustível para os 75 autocarros da Auto Viação Cura e da Transcolvia, e por esse motivo as carreiras públicas de transporte de passageiros funcionarão apenas entre 07:00 e as 09:00 e entre as 17:00 e as 20:00", afirmou o porta-voz do grupo Cura, Rui Matos. O responsável adiantou que os dois operadores do grupo servem os concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez e Caminha.
  • Esta greve não está a afetar os arquipélagos da Madeira e dos Açores, onde não há registo de profissionais a participar na paralisação (ver+).
  • No posto de combustível da Campeã, concelho de Vila Real, vendeu-se tanto combustível num dia como numa semana por causa da grande afluência de condutores receosos com a greve dos camionistas que transportam materiais perigosos (ver +)
  • A greve dos motoristas de matérias perigosas está a “passar ao lado” das gasolineiras da zona raiana de Elvas e Campo Maior (Portalegre) e o segredo está na tradição da população abastecer no outro lado da fronteira (ver +)
  • Várias empresas já anunciaram que a greve está a afetar o seu normal funcionamento. A Sumol+Compal interrompeu hoje a produção na fábrica de Almeirim, distrito de Santarém, devido à falta de gás, mas não antevê impactos no abastecimento ao mercado. Já a Mitsubishi admite fechar fábrica no Tramagal, concelho de Abrantes, por falta de abastecimento "se a situação não normalizar rapidamente".*Com agências

[Última atualização às 14h18 de 18 de abril]

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