O dia amanheceu com esta ideia: O pico do surto poderá já ter passado.

A ideia terá sido partilhada na terceira reunião de políticos e especialistas que teve lugar esta semana no Infarmed.

Atrás desta ideia uma série de perguntas: É verdade? Isso é bom ou mau? O que vem a seguir? Podemos "relaxar"?

O tema seria, portanto, incontornável na conferência de imprensa sobre o ponto de situação da pandemia em Portugal.

Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, disse que sim, que Portugal pode já estar no pico, ou planalto, da curva epidemiológica do novo coronavírus. "Nos últimos dias, tem havido uma certa estabilidade em ambas as curvas, a real e a projetada, o que pode indicar o planalto".

Mas calma: "Isto não é um dado garantido, teremos de esperar mais uns dias", ressalvou.

E enquanto esperamos não é altura para — numa imagem partilhada por Marcelo Rebelo de Sousa — deixar de fazer pressão sobre a mola. "Se abrandarmos determinadas medidas, podemos ter um segundo pico ou planalto e uma segunda ou terceira onda. Temos de olhar para estes dados com muita cautela e precaução. Se abrandarmos as medidas que levaram ao abrandamento da curva, ela pode voltar a subir. Temos de ser cautelosos na análise dos dados reais e das projeções".

O que temos de seguro até agora? "Apesar de tudo, reconhecemos que tem havido uma estabilidade", disse Graça Freitas.

Mas isso não nos impede de tentar já imaginar o que vem a seguir — ou pelo menos olhar para fora para ver o que outros estão a fazer.

E depois do pico passar? Teremos imunidade de grupo, algo que nos permita regressar à vida "normal" sem que tudo descambe? Neste momento é impossível fazer uma estimativa de quantas pessoas contraíram efetivamente o vírus e de quantas já estão imunes à doença. Mas está a trabalhar-se no sentido de chegar a essa resposta.

E pelo meio teremos a Páscoa, este ano sem as tradicionais missas e procissões, com a família junto ao ecrã mas longe do abraço, com uma declaração no bolso caso se precise de sair do concelho de residência — e a PSP e a GNR já avisaram que vão intensificar a vigilância.

Até esta quarta-feira Portugal registou 13.141 casos confirmados de infeção e 380 mortes pelo novo coronavírus em Portugal (mais 35 do que ontem). De referir um aumento no número de recuperações: de 184 para 196.

Se ao acaso estiver ao seu alcance, uma nota ainda hoje para o apelo do Hospital de Santo António: a unidade de saúde está a apelar às dádivas de sangue depois de ter sofrido uma "diminuição acentuada" devido à pandemia da covid-19. Mais informa o hospital que o atendimento dos dadores de sangue é feito com “todas as condições de segurança” e num edifício separado do restante hospital, nas antigas instalações do ex-CICAP.

Lá fora, Espanha voltou a aumentar o número de mortes por covid-19, o segundo dia de aumento depois de quatro dias consecutivos a descer. Os EUA tiveram o pior recorde de mortes em 24 horas alguma registado: quase dois mil óbitos. Já numa nota positiva, depois de duas noites nos cuidados intensivos, Boris Johnson continua estável e a "responder ao tratamento".

Ainda lá fora, numa nota "extra-covid-19", referência para o facto de o senador democrata Bernie Sanders ter desistido da corrida para a nomeação democrata para as eleições presidenciais norte-americanas — o que abre caminho para que Joe Biden seja o nomeado dos democratas para enfrentar Donald Trump na corrida à Casa Branca.

Porque a semana é mais curta em dias úteis — ou não fosse Páscoa — segue uma mão cheia de sugestões para o fim de semana prolongado:

Termino com uma nota: Se for possível mandar vir estes chocolates da Alemanha (ainda não fui averiguar) estarei na lista de encomendas — porque mesmo nos tempos mais desafiantes é sempre melhor ver o copo meio cheio do que o copo meio vazio.

créditos: EPA/RONALD WITTEK

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