A plataforma “Há amianto na escola”, criada há uma semana, recebeu 40 denúncias de situações registadas em estabelecimentos de ensino de todo o país, revelou à Lusa um responsável da iniciativa.
São várias as escolas, esta terça-feira, onde se verifica greve dos trabalhadores não docentes, numa tentativa de reivindicar mais funcionários. Os pais juntam-se a estes pedidos e concentram-se também frente às escolas, em alguns locais.
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais marcou hoje uma greve nacional dos trabalhadores não docentes das escolas para o dia 29 de novembro, em protesto contra a “falta crónica” destes funcionários.
Trabalhadores não docentes da EB1/JI de Monte Abraão, concelho de Sintra, distrito de Lisboa, estão concentrados desde as 09:00 de hoje em frente ao estabelecimento de ensino para reivindicar o reforço de funcionários.
As associações ambientalistas Zero e MESA lançaram hoje a plataforma nacional “Há Amianto na Escola”, que possibilita a recolha de denúncias relativas à presença de amianto nas escolas de todo o país.
A greve nas escolas contra o amianto, a violência, a falta de funcionários e professores vai prolongar-se até 22 de novembro, anunciou o Sindicato de Todos os Professores (STOP), que já entregou os pré-avisos da paralisação.
Trabalhadores não docentes do Agrupamento de Escolas da Costa de Caparica, concelho de Almada (distrito de Setúbal), vão protestar na terça-feira contra a situação de degradação das condições de trabalho nos cinco estabelecimentos escolares, disse à Lusa fonte sindical.
As associações educativas apresentaram hoje um conjunto de medidas para propor ao novo Governo e abrir a discussão sobre temas “tabu”, como a "mudança do modelo de acesso ao Ensino Superior" e “um regime especial de aposentação” para professores.
As associações educativas saudaram hoje a abertura de “bolsas de contratação” para substituir funcionários ausentes, considerando a medida como um bom primeiro passo e advertiram que o envelhecimento da classe docente é um problema urgente que não é recente.
Os diretores garantem que as agressões a professores e funcionários são casos isolados e que a imagem das escolas como “campos de batalha” está errada e longe do que se passa nos mais de cinco mil estabelecimentos de ensino do país.
Agentes da PSP de Coimbra alertaram hoje que a falta de funcionários nas escolas pode potenciar situações de 'bullying', numa ação em que avisaram os alunos de 3.º ciclo que este fenómeno "é crime e é punido".
As escolas do Algarve sentem cada vez maior dificuldade em preencher horários de professores e há pelo menos 5.000 alunos da região sem alguma ou mais disciplinas, estimou hoje à Lusa fonte sindical.
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) exigiu hoje mais funcionários nas escolas e a redução do número de alunos por turma para combater situações de violência e indisciplina, medidas que constarão num caderno reivindicativo a entregar ao Governo.
O Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P) vai entregar hoje um pré-aviso de greve para as próximas duas semanas abrangendo professores, funcionários, psicólogos escolares e técnicos para protestar contra “a violência e a impunidade nas escolas”.
O Ministério da Educação garante que as situações de violência grave nas escolas são “residuais” e que existe uma tendência de diminuição de casos, repudiando todas as agressões que considera "inaceitáveis seja quem for o agressor”.
A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) enviou hoje uma carta à tutela a sugerir que coloque agentes da autoridade nas escolas, de forma permanente, como forma dissuasora da violência.
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) imputou hoje responsabilidade moral aos diversos governos pelos atos de violência praticados na escola, alertando para os riscos da falta de professores qualificados.
Os encarregados de educação de Vila Nova de Gaia querem que o Governo regulamente “urgentemente” a bolsa de recrutamento e aumente os funcionários das escolas, disse hoje o presidente da federação que junta 86 associações de pais do concelho.
O Ministério da Educação disse hoje à agência Lusa que o Governo reforçou o número de assistentes operacionais nas escolas de Coimbra, no âmbito da contratação a nível nacional de 1.067 funcionários, cujo processo, por parte das escolas, está a ainda decorrer.
Cerca de 20 funcionários do Agrupamento de Escolas Fernando Pessoa, em Lisboa, concentraram-se hoje à porta da EB1 Infante D. Henrique, denunciando a falta de assistentes operacionais em todo o agrupamento, o que impossibilitou as aulas.
A Escola Básica de Forjães, em Esposende, distrito de Braga, vai funcionar “com normalidade” na próxima semana, já que a comunidade educativa se mobilizou para assegurar os funcionários necessários para o efeito, disse fonte da direção.
Sete escolas secundárias do concelho de Sintra estão encerradas hoje devido a uma greve dos funcionários não docentes, que reivindicam reforço de recursos humanos e contestam a municipalização do setor.
O PSD criticou hoje algumas medidas da lei sobre identidade do género, considerando que poderá potenciar “fenómenos de ‘bullying’ e violência escolar” e “em nada beneficiar o processo de aprendizagem”, falando numa “agenda ideológica de esquerda radical”.
As empreitadas que visam a retirada de amianto de 33 escolas do concelho de Vila Nova de Gaia, num investimento de 5,3 milhões de euros, vão ser adjudicadas segunda-feira em reunião camarária, indicou hoje a autarquia local.