Tradutor e professor. Autor dos livros Doze Segredos da Língua Portuguesa e A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa. Escreve no blogue Certas Palavras.
Com o tempo, tal como há prazer em passar os dedos pelas lombadas dos livros que nunca hei-de comprar numa boa livraria, aprendemos que também há prazer em receber esses pacotes castanhos com livros dentro. Como se fosse Natal quando um leitor quiser.
Quando pegamos num livro, raramente sabemos a viagem que vamos fazer, entre aquilo que as páginas contam e a nossa imaginação. Eis o relato de uma viagem a bordo de um livro, que começa numa igreja portuguesa e acaba na órbita de Saturno. Há baleias e uns quantos vulcões de gelo pelo meio.
Deixo-me ficar a ver televisão e, por causa duma série norte-americana, lembro-me duma bandeira espanhola com símbolos portugueses. As nossas cabeças são máquinas complicadas.
O gosto por acumular livros apanha-se uma vez e dele dificilmente nos curamos. Normalmente, começa cedo e durante alguns anos os sintomas não são muito visíveis: afinal, é preciso algum tempo para acumular um número de livros suspeito.
Hoje apetece-me falar da fronteira — ou pelo menos da atracção fatal que tal risco no mapa exerce em certas pessoas. Para começar, conto o dia em que quase atropelei um polícia espanhol e, para terminar, deixo-vos o relato da noite em que raptei três amigos para os levar até Espanha — duas vezes!
Neste episódio, a nossa convidada, Madalena Lordelo, professora e investigadora no Instituto Superior de Agronomia, vai responder à pergunta que nos assalta há tanto tempo: afinal, quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
O nosso convidado trabalha onde a tecnologia e a medicina se encontram. É um inventor sempre a pensar como transformar os objectos do quotidiano em dispositivos que nos possam salvar a vida.
Hoje conversamos sobre o mar, sobre os perigos que enfrenta, como o lixo marinho, e sobre a relação dos portugueses com aquele que afinal é o maior pulmão do mundo.
Hoje conversamos sobre plantas, como manipulam os animais para sobreviver, como comunicam entre si, como são mais parecidas connosco do que pensamos — e ao mesmo tempo tão diferentes.
Costuma pôr aspartame no seu café? Ou não faz ideia do que seja? Vai ficar a conhecer este palavrão no episódio de hoje — e ainda vamos à descoberta da origem da palavra «açúcar». Depois, falamos de mitos. Será que o que é doce afinal amarga?