• Sempre o melhor de sempre – parte V
    Esta é a 5.ª e última semana em que me debruço sobre os Mundiais de Futebol. Tenho escrito como quem faz radiografias ao torax do planeta, não para explicar uma doença, mas para explicar uma saúde. Estes campeonatos arrastam o mundo para períodos exc
  • Sempre o melhor de sempre – parte IV
    À 4ª semana consecutiva a escrever sobre futebol ando longe de esmorecer. O tema não só está vivo como, até ver, também se encontra de boa saúde; livre de perigo, pelo menos. É claro que há um óptimo Campeonato do Mundo a decorrer (o melhor de sempre
  • Sempre o melhor de sempre – parte III
    Eu estava consciente de que isto podia correr mal; consciente de que escrever sempre sobre o Mundial durante as semanas da competição podia afigurar-se como masoquismo. Estava consciente de que Portugal poderia sair da competição, e que manter o tema
  • Sempre o melhor de sempre – parte II
    O ano de 1994 viu um Mundial que, ex-aequo com todos os outros, foi o melhor Mundial de sempre. O campeonato realizou-se num país maioritariamente avesso ao futebol (versão soccer) e às extravagâncias das espiritualidades orientalizantes. É, por isto
  • Sempre o melhor de sempre – parte I
    Cheira bem, cheira a Mundial. Há um perfume a armistício no ar. O Pedro Adão e Silva trouxe o Santo Agostinho numa citação que eu já usei várias vezes para aludir ao amor, mas nem esse valor maior me distrai do quão ajustada foi a referência do Pedro
  • Molha tolos
    Somos um país de futebóis, por isso uma expressão dos beisebóis requer sempre explicação. Refiro-me à “rain check”. Numa tradução imediata, trata-se dum “cheque-da-chuva”, uma espécie de vale de reembolso pluvioso. Como já referi, isto vem do beisebo
  • O nosso amor é verde
    Nem sempre tenho a certeza do que é o amor, embora nunca me assole a dúvida de que ele, de facto, existe. É estranho, o amor, e simultaneamente a coisa mais entranhada que conhecemos; é um sentimento abstracto (daí a minha vacilação em explicá-lo) e
  • Eu é que sou um pobre provinciano - parte II
    Estou um pouco contrariado por não vir falar sobre as agressões de ontem em Alcochete. É assunto tão lamentável que, em situações habituais, me forçaria a mais palavras - quase todas de repúdio, mas ainda com espaço para a solidariedade. Esbanjamos t
  • Eu é que sou um pobre provinciano – parte I
    Pelos vistos agora sou mainstream, um alinhado com o sistema. Cortaram-me a crista, coseram-me as calças, roubaram-me as correntes; drenaram-me o punk rock até à última gota. Foi da noite para o dia, tornei-me num bentinho de discurso ordeiro (e até
  • Ditadura de expressão
    Não sei ao certo se originalmente isto era uma anedota ou um cartoon, mas de qualquer forma vai mais ou menos assim: numa entrevista de emprego, perguntam ao candidato qual é o seu maior defeito. “Diria que o meu maior defeito é a sinceridade.” – res
  • “Nesta data querida”
    Não sei o que é viver em liberdade, só sei o que é viver. Não conheci cativeiro nem censura; desconheço o que é ser desamarrado já que nunca me embrulhou qualquer atadura. Até as leis que me restringem são as mesmas que desobstruem o caminho à minha
  • Aves raras de Lisboa
    Como não amar Lisboa? É linda. Bem sei que esta afirmação de amor é muito superficial, só se detém na beleza. E também sei que, apesar de bonita, Lisboa continua com burrices e hábitos irritantes, nomeadamente o mau trato do português – com o seu voc
  • Figuras Destilo
    Os meus pulmões frágeis, e a minha displicência com a roupa de Inverno, têm-me levado demasiadas vezes às urgências hospitalares. Conheço bem os guichets de atendimento, as salas de espera e o que se lhes segue. A triagem de Manchester não soa a The
  • Fervor e abnegação
    “21 de Março” ou “quarta-feira” podem ser as respostas mais imediatas para a pergunta “Que dia é hoje?”. “Dia da árvore”, responderão alguns. “Dia Mundial da Poesia”, responderão outros. “48h após o Dia do Pai”, responderão os preguiçosos cronológico
  • Semifrio de Polónio
    A Rússia é, neste momento, um país caído. A economia está devastada, há criminalidade violenta e um sem-número de problemas sociais graves. Para ampliar a aura de declínio, o país continua a ser defendido no resto do mundo pelos redutos mais patético
  • Suspeitar dos suspeitadores
    Rumores de plágio no Festival da Canção não são um exclusivo de agora. Eu talvez não devesse falar no assunto, tendo em conta que estou ligado à edição deste ano do Festival (ainda que de forma muito descontraída e quase indirecta), mas o presente co
  • Tudo É Vaidade
    Gastámos a nossa perturbação toda com o mais recente massacre escolar nos E.U.A. ou será que ainda temos uma réstia de compaixão para a carnificina em curso na Síria? Não há sarcasmo na minha pergunta, ainda que insinue a parcialidade ocidental das c
  • Catorze do dois
    O dia de S. Valentim é muito estranho para mim. (Céus! sem querer comecei a rimar, um versejar manhoso típico de S. Valentim). É-me estranha a data, porque soa a celebração forasteira mas, por outro lado, está instituída duma forma tal que parece que
  • Norte-americando
    Gosto de escrever sobre a América. Faço-o com esta consciente indelicadeza de usar nomenclatura de continente para me referir ao país (talvez por ser uma nação mais global que qualquer mero continente). No entanto, chegou a hora de confessar que os E
  • 2018: Anno Domini, ano Uamusse
    A 2018 ainda restam 11 meses de vida. O tempo podia ser de rescaldos agora que termina Janeiro, mas prefiro antes embarcar em previsões seguras. Desconheço qual será palavra do ano eleita em Dezembro, mas um dos nomes do ano será, sem sombra de dúvid
  • Pirralhos e bugalhos
    “Adoro o cheiro a napalm pela manhã” – dizia o sádico coronel interpretado por Robert Duvall no filme Apocalypse Now. Se recordarmos que napalm é uma substância pegajosa e inflamável, não vai ser difícil encontrar analogias que nos enfiem a carapuça
  • “Ode To My Family”
    Estou embalado por recordações. “Embalado por recordações” bem poderá vir a ser o epitáfio gravado na minha campa. Agora que me preparo para verter memórias, perdoem o despropósito egoísta – não é vaidade, é embalo.

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